ONU exige que Arábia Saudita reabra portos iemenitas em zonas rebeldes

Nações Unidas, 16 nov (EFE).- A ONU exigiu nesta quinta-feira que a Arábia Saudita suspenda o bloqueio sobre o Iêmen e disse que só discutirá a ampliação dos controles sobre cargas com destino ao país quando a ajuda voltar a chegar ao aeroporto da capital e aos principais portos sob controle rebelde.

"Assim que for suspenso o bloqueio aos portos de Al Hudayah e Saleef, assim como ao aeroporto de Sana, a ONU está pronta para enviar uma equipe técnica a Riad para discutir sobre o mecanismo de verificação e inspeção", disse o porta-voz Stéphane Dujarric.

Segundo Dujarric, a mensagem está em uma carta remetida pelo secretário-geral, António Guterres, à representação saudita perante as Nações Unidas.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita iniciou em 6 de novembro um bloqueio, sobretudo ao Iêmen, depois que um míssil balístico lançado pelos rebeldes houthis foi interceptado perto de Riad.

Na última segunda-feira, as autoridades sauditas anunciaram que iriam reabrir portos em zonas do Iêmen controladas pelos seus aliados, mas pediram à ONU uma revisão dos processos que inspecionam as cargas com destino ao país antes de desbloquear aqueles sob controle rebelde.

As Nações Unidas insistem que levar ajuda aos portos da Al Hudayah e Saleef e ao aeroporto de Sana, todos em território houthi, é vital para a população iemenita.

Em sua carta, Guterres deu as boas-vindas à reabertura do porto de Aden nos últimos dias, mas ressaltou que isso não será o suficiente para "responder às necessidades de 28 milhões de iemenitas".

Segundo a ONU, o bloqueio saudita já está afetando os civis no país, complicando uma crise humanitária que por si só já é muito grave.

Hoje, várias agências da ONU pediram à coalizão, que intervém no Iêmen desde 2015, que permita a entrada imediata de ajuda.

"Todos os portos do país, inclusive aqueles em zonas controladas pela oposição, deveriam ser reabertos sem demora. É a única forma de as embarcações da ONU poderem entregar a carga humanitária que a população precisa para sobreviver", reivindicaram o Unicef, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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