Raça e etnia seguem liderando causas de crimes de ódio em Los Angeles

Los Angeles (EUA), 16 nov (EFE).- A raça ou a etnia seguem sendo as principais causas dos crimes de ódio no condado de Los Angeles, nos Estados Unidos, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira que informa também dos altos números de casos que têm como alvo integrantes do coletivo LGBT.

De acordo com o relatório anual da Comissão de Relações Humanas do Condado de Los Angeles (LACCHR), que recolhe informação de mais de 100 agências da ordem, 49% do total de crimes de ódio registrados em 2016 neste condado tiveram como motivação a raça, a etnia ou a origem da vítima.

Em termos gerais, o número de crimes de ódio reportados em 2016, um total de 482, quase não variou em relação ao ano anterior, quando foram registrados 483.

O diretor-executivo da LACCHR, Robin Toma, afirmou que estão "extremamente preocupados" com o "elevado nível de 2016", e que este está em sintonia com os dados dos três últimos anos, assim como com a informação preliminar de 2017.

"As maiores cidades do condado, inclusive a cidade Los Angeles, já reportaram aumentos nos crimes de ódio durante a primeira metade de 2017", advertiu o executivo da LACCHR.

Segundo um relatório informado esta semana pelo FBI (polícia federal americana), dos 6.063 crimes de ódio registrados em nível nacional, 57,5% estava relacionado com raça, etnia ou origem.

De acordo com o estudo do FBI, no condado de Los Angeles se registrou um aumento de 67% do número de crimes de ódio nos quais houve "evidência de ideologia de supremacia branca".

No relatório da LACCHR, por motivações, a segunda razão que motivou crimes de ódio neste condado são as que estão relacionadas com a orientação sexual, que somaram 118, 2% a menos que no ano anterior, e religiosos, que alcançaram 101 casos, 2% a mais que em 2015.

O documento distingue crimes de ódio segundo grupos que são alvo de ataques, que está liderado por homens gays, lésbicas e organizações LGBT, que, com 118 casos, "pela primeira vez em muitos anos" ultrapassou os crimes de ódio contra os afro-americanos, que somaram 112 casos e registraram assim uma queda de 19% em relação ao ano anterior.

Nos 118 crimes de ódio neste condado californiano motivados pela orientação sexual, 81% deles "foram de natureza violenta", acrescenta o relatório.

As áreas em que foram reportados os maiores números de denúncias foram San Fernando Valley, seguido pela área metropolitana de Los Angeles, onde se registrou a maior porcentagem de crime com relação ao total da população.

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