Rússia veta continuidade de investigação sobre ataques químicos na Síria

Nações Unidas, 16 nov (EFE).- A Rússia vetou nesta quinta-feira, em votação no Conselho de Segurança da ONU, uma resolução que previa a renovação do mandato do grupo de especialistas internacionais que investiga o uso de armas químicas na Síria.

O "não" da Rússia, que critica os métodos dos especialistas após eles terem responsabilizado o governo da Síria por vários ataques com armamento proibido, bloqueia uma proposta dos Estados Unidos.

A resolução buscava prorrogar por um ano o mandato dos especialistas, que vence hoje. Onze países votaram a favor e dois se abstiveram (China e Egito). Além da Rússia, a Bolívia também foi contrária à proposta americana.

A Rússia é um dos cinco países com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU. Além dela, têm o mesmo direito os Estados Unidos, a China, o Reino Unido e a França.

"Que vergonha que a Rússia tenha se revelado como um governo cuja lealdade é com o regime sírio e não com a verdade ou a proteção de civis inocentes", lamentou a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, imediatamente depois da votação.

O veto de hoje foi o décimo da Rússia no Conselho de Segurança sobre o conflito na Síria, onde Moscou invariavelmente respalda o governo de Bashar al Assad.

A Rússia tinha preparado também uma minuta de resolução que estendia a investigação, mas introduzindo grandes mudanças no seu funcionamento para fazer frente ao que considerava um mecanismo parcial e politizado.

Com uma maioria de países contra, a delegação russa decidiu no último momento retirar sua proposta sem que fosse votada.

O bloqueio no Conselho de Segurança põe fim, por enquanto, à investigação internacional sobre o uso de armas químicas na Síria.

O mecanismo conjunto da ONU e da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), conhecido pela sigla inglesa JIM, iniciou-se em 2015 com o apoio de todas as potências, incluindo a Rússia.

Os especialistas responsabilizaram pelos ataques químicos tanto o regime sírio como o Estado Islâmico (EI) em vários relatórios, que nos últimos meses foram muito criticados pela Rússia.

O último, informado no final de outubro, apontou Damasco como responsável do ataque do último mês de abril na cidade de Khan Sheikhun, que deixou mais de 80 mortos e levou os EUA a lançar dezenas de mísseis contra a base do exército sírio da qual, segundo Washington, se organizou a ação.

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