União Africana afirma que "não aceitará nunca golpe no Zimbabué"

Paris, 16 nov (EFE).- O chefe de Estado da Guiné, Alpha Condé, como presidente em exercício da União Africana (UA), afirmou nesta quinta-feira que o bloco não aceitará "nunca" o que qualificou como "golpe de Estado militar" no Zimbábue e reivindicou a volta à ordem constitucional no país.

Em entrevista a meios de comunicação franceses, Condé exigiu "respeito à Constituição", antes de ressaltar que não se aceitará "nunca o golpe de estado militar", em referência à crise que se vive no Zimbábue, cujo presidente, Robert Mugabe, está detido em casa pelas forças armadas.

O principal responsável da UA, que estava de passagem pela capital francesa, pediu ajuda ao presidente sul-africano, Jacob Zuma, para entrar em contato com o veterano chefe de Estado zimbabuano, de 93 anos, e saber seu ponto de vista sobre a situação.

Segundo sua opinião, está "evidente" que há uma "tentativa para eliminar grandes dirigentes da luta pela independência, que foram os grandes apoios" de Mugabe.

Condé afirmou ainda que os problemas têm que ser resolvidos "politicamente" no seio do partido do presidente, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (ZANU-PF), "e não com uma intervenção do exército".

Perguntado sobre o que deveria ser feito com Mugabe, respondeu que "isso dependerá do povo do Zimbábue".

Além disso, expressou sua confiança em que a UA e a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral encontrem "uma solução para que sejam realizadas eleições livres e transparentes no próximo ano". EFE

ac/rsd

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