Londres condena veto russo à investigação sobre armas químicas na Síria

Londres, 17 nov (EFE).- O governo do Reino Unido condenou nesta sexta-feira o veto da Rússia à continuidade da investigação da ONU sobre o uso de armas químicas na Síria e prometeu continuar trabalhando para responsabilizar os infratores no país árabe.

Em comunicado, o ministro de Relações Exteriores britânico, Boris Johnson, considerou "terrível" que se tenha posto fim à missão do mecanismo conjunto de investigação da ONU e da Organização para Proibição das Armas Químicas (OPAQ), como consequência do voto da Rússia ontem no Conselho de Segurança.

Johnson declarou que o fechamento desse programa, conhecido pela sigla em inglês JIM, significa que "já não se pode ajudar a identificar os responsáveis pelo uso de armas químicas na Síria".

"A resposta da Rússia a quatro ataques químicos confirmados por parte do regime sírio e outros dois pelo Daesh (acrônimo em árabe do grupo Estado Islâmico) é bloquear qualquer outra investigação", lamentou o titular de Exteriores britânico.

"O Reino Unido não permitirá que o fim do Mecanismo de Investigação Conjunta detenha o trabalho com os parceiros internacionais para identificar e responsabilizar os responsáveis de usar armas químicas", completou.

O governo russo bloqueou na quinta-feira uma resolução impulsionada pelos Estados Unidos para prorrogar a investigação internacional sobre o uso de armas químicas na Síria.

A falta de acordo no Conselho de Segurança da ONU se traduz na cessação do JIM, cujos analistas são questionados por Moscou, que considera que estes são favoráveis às posturas do Ocidente e às versões dos grupos opositores na Síria.

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