Operação apreende 4 toneladas de cocaína na Espanha e no Marrocos

Madri, 17 nov (EFE).- A Guarda Civil da Espanha, junto com as polícias de Alemanha, Itália, Marrocos e o Escritório de Combate ao Narcotráfico dos Estados Unidos (DEA), desmantelou uma organização internacional dedicada ao tráfico de cocaína, com 40 detidos na Espanha e no Marrocos e a apreensão de quatro toneladas de droga entre ambos países.

Os detidos, 34 homens e seis mulheres, são de nacionalidade espanhola, britânica e marroquina e trabalhavam para uma organização principal instalada na Venezuela, segundo informou nesta sexta-feira a Guarda Civil da Espanha.

Os agentes desarticularam dois grupos interrelacionados entre si, um deles estabelecido no norte da Espanha, que se encarregava de introduzir e distribuir a droga; e o outro estabelecido em Melilla, cidade espanhola no norte da África, com ramificações no sul da Espanha e no Marrocos, que tinha como missão lavar o dinheiro dos lucros.

Das quase quatro toneladas de droga apreendidas, 2.580 quilos foram descobertos em Marrocos e 1.270 quilos na Espanha.

As autoridades estimam que essa quantidade de cocaína poderia ter alcançado no mercado espanhol um valor superior a 103 milhões de euros.

Além da cocaína apreendida em diversas incursões - em algumas delas foram encontrados entorpecentes em recipientes enterrados -, as autoridades encontraram mais de 13 milhões de euros em dinheiro, 105 quilos de haxixe, 18 veículos de luxo e três embarcações.

A operação começou em 2016, e então os agentes espanhóis interceptaram uma embarcação procedente da Venezuela com 400 quilos de cocaína, que tinha como destino Cádiz, no sul da Espanha.

A documentação apreendida então permitiu descobrir que a organização tinha vários líderes que se deslocavam da América do Sul até a Espanha para, entre outras missões, coletar os lucros da venda da droga para transferi-los fisicamente à Venezuela, para o que usavam como fachada uma empresa de móveis.

Também utilizavam pessoas com poucos recursos que, em troca de dinheiro, levavam os lucros da organização entre seus pertences.

O chefe do grupo instalado em Melilla era um espanhol que dirigia as operações de Frankfurt, na Alemanha, onde, sob a cobertura da compra e venda de veículos, lavava o dinheiro do narcotráfico para a organização venezuelana principal.

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