Venezuela classifica reunião de Rajoy e Ledezma como "ato hostil" da Espanha

Caracas, 18 nov (EFE).- O governo da Venezuela criticou neste sábado a reunião entre o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, e o prefeito da região metropolitana de Caracas, Antonio Ledezma, em Madri e classificou o encontro como um "ato hostil" da nação europeia contra o país caribenho.

"O governo bolivariano da Venezuela expressa sua rejeição perante as ações do presidente do governo da Espanha, @marianorajoy, após receber o foragido da Justiça venezuelana, Antonio Ledezma, indiciado pelos crimes de conspiração e formação de quadrilha", escreveu no Twitter o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza.

Na mesma rede social o titular de Relações Exteriores venezuelano compartilhou um comunicado oficial no qual considera que o suporte do governo espanhol a Ledezma "não é mais que a continuação de uma longa lista de agressões e ingerências que se cometem contra o povo e o governo bolivariano".

O presidente do governo espanhol recebeu hoje o opositor venezuelano e se comprometeu com ele a trabalhar por uma solução plenamente democrática para a Venezuela, que "necessariamente" tem de passar pela libertação dos presos políticos e a convocação de eleições.

"O presidente Rajoy insiste, violando todos os princípios do Direito Internacional, em dar proteção e apoio sustentado a um grupo extremista da oposição violenta venezuelana, que violou todos os princípios democráticos e promoveu a desestabilização do governo", lamenta o comunicado de Caracas.

Por tudo isso, a chamada revolução bolivariana, liderada por Nicolás Maduro, denuncia perante a comunidade internacional "que esta ação se inscreve na estratégia, de grupos minoritários da extrema direita, de sabotar os esforços e avanços no diálogo político na Venezuela", que será retomado no início de dezembro.

Ledezma aterrissou hoje mesmo em Madri procedente da Colômbia após fugir na sexta-feira da Venezuela, onde cumpria prisão domiciliar desde 2015 sem nunca ter sido julgado.

Maduro desejou na sexta-feira, entre risos, "felicidade" ao prefeito da região metropolitana de Caracas e pediu à Espanha que não devolva este político ao seu país.

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