Polícia detém jovens que ocuparam sede do comitê eleitoral de Piñera

Santiago do Chile, 19 nov (EFE).- A Polícia deteve um grupo de 15 jovens que tinham ocupado o comitê eleitoral do ex-presidente Sebastián Piñera, que é candidato nas eleições que estão sendo realizadas neste domingo no Chile.

Os manifestantes, que se identificaram como membros do Movimento Juventude Rebelde, próximo ao Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR), entraram no pátio da frente do comitê, situado no bairro de Las Condes, em Santiago, enquanto o candidato votava em um colégio do centro da cidade.

Após serem detidos, os jovens foram levados a uma delegacia próxima.

"Por um Chile rebelde e popular. Já não basta votar", dizia um cartaz levado pelos ocupantes antes de serem detidos. "Piñera não sabe o que é ser chileno (...), é o símbolo da corrupção", declarou Victoria Cárdenas, uma das manifestantes.

Sebastián Piñera, candidato presidencial pela coalizão conservadora 'Chile Vamos', é o favorito das pesquisas para ganhar a votação de hoje, mas ao que tudo indica será necessário um segundo turno, marcado para 17 de dezembro, para escolher o sucessor de Michelle Bachelet.

Enquanto seu comitê era invadido, o ex-presidente (2010-2014) votava na Escola República da Alemanha, situada no centro de Santiago. Ao chegar ao local, houve bate-boca entre partidários e opositores do ex-governante.

"Esta noite vamos escutar com muita atenção e humildade a voz dos chilenos. Até então, quero pedir a meus compatriotas que votem, que participem da democracia", disse Piñera.

"Hoje nós chilenos vamos tomar uma decisão que vai afetar as nossas vidas por muitas décadas. Por conhecer meus compatriotas, sei que vão escolher os caminhos corretos, aqueles que levam a tempos melhores", acrescentou.

A respeito dos gritos dos opositores, o candidato comentou que "a democracia tem que ser uma festa na qual cada um pode expressar sua opinião livremente, mas sem violência. A democracia tem que estar a favor de algo e não contra algo".

Por isso, Piñera disse acreditar que quem recorrer à violência para tentar impor suas ideias "não prevalecerá".

"Sei que os chilenos escolherão um caminho que leve ao progresso em paz".

"A partir de março, vamos precisar da união de todos os chilenos", insistiu o ex-presidente, convencido de que será ele o sucessor de Michelle Bachelet, como já aconteceu em março de 2010. EFE

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(foto) (vídeo)

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