Disparos de artilharia em Damasco deixam pelo menos 5 mortos

Cairo, 20 nov (EFE).- Pelo menos cinco pessoas morreram nesta segunda-feira e 10 ficaram feridas em Damasco e na sua periferia por disparos de artilharia entre as forças governamentais e facções rebeldes, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Uma das vítimas morreu pela queda de um projétil em Khaled bin al Walid, onde se encontra o quartel da Polícia da capital, informaram a ONG e a agência de notícias oficial, "SANA".

Segundo o Observatório, em Damasco também caíram projéteis perto da embaixada russa, sem que fossem registradas vítimas, mas sim danos materiais nas imediações da delegação diplomática.

A agência oficial considerou o ataque na capital como uma "nova violação" do acordo de redução das hostilidades.

Em resposta a esse ataque, o exército sírio realizou um lançamento de mísseis "preciso" contra posições rebeldes na região de Ghouta Oriental, bastião opositor nos arredores de Damasco, que causaram "várias baixas" entre as fileiras inimigas e destruíram vários lança-foguetes, indicou a "SANA".

Segundo o Observatório, os disparos de artilharia causaram a morte de pelo menos quatro pessoas e feriu outras dez em várias localidades de Ghouta Oriental.

Na cidade de Arbin, duas pessoas morreram e seis ficaram feridas pelo impacto de quatro projéteis. Em Mudira, houve mais dois mortos e quatro feridos, enquanto em Harasta foi registradas a queda de 40 projéteis, sem que haja por enquanto informações sobre vítimas, segundo a ONG.

Neste domingo, pelo menos 17 pessoas morreram em bombardeios e disparos da artilharia governamental em Ghouta Oriental, segundo os últimos dados do Observatório.

Na última semana, se agravaram os combates nesta região entre as forças leais ao presidente sírio, Bashar al Assad, e a facção Legião das Glórias da Nação, que pertence ao Movimento Islâmico dos Livres de Sham.

Ghouta Oriental atualmente é dominada por facções armadas opositoras e submetida a um ferrenho assédio que impede a entrada de alimentos e de ajuda humanitária, o que provocou várias mortes por desnutrição.

De acordo com a ONU, em Guta Oriental vivem cerca de 390 mil pessoas, que estão sob cerco desde 10 de outubro de 2013, embora o sítio tenha se estreitado nos últimos cinco meses.

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