Especialistas analisam "barulho" em área de busca de submarino argentino

Buenos Aires, 20 nov (EFE).- A Marinha argentina informou nesta segunda-feira que analisa "um barulho" detectado na região do Atlântico Sul onde é procurado o submarino ARA San Juan, que está desaparecido há cinco dias com 44 tripulantes a bordo, mas pediu "paciência" e desaconselhou criar "esperanças" enquanto os estudos são feitos.

"O que posso dizer é que houve um barulho no mar e é preciso estudar e analisar esse barulho", explicou à imprensa o capitão Enrique Balbi, porta-voz da Marinha.

O lugar da descoberta se situa a 360 quilômetros da Península Valdés, na Patagônia argentina, onde a profundidade média é de 200 metros. Esse ponto coincide com o trajeto que deveria ser feito pelo submarino, que na segunda-feira tinha partido do porto de Ushuaia e voltava à sua base em Mar del Plata.

De acordo com Balbi, o barulho foi escutado inicialmente por um navio da Marinha "em forma passiva". Em seguida, foi detectado também por outro navio que se aproximou ao local.

Diante desse registro, uma gravação do barulho foi encaminhada à base naval onde se encontra o centro de coordenação de busca e resgate, onde a informação está sendo processada.

"Não deixa de ser um barulho constatado por diferentes meios, mas está sendo processado. O lugar do barulho é dentro da área de operações (de busca). É uma variável objetiva e é preciso processá-la, corroborá-la e ver de que se trata", destacou o porta-voz.

Balbi pediu paciência até que o próximo balanço da situação seja divulgado.

"Esta informação já foi comunicada aos parentes. Pedimos aos parentes que tenham paciência", afirmou, ao solicitar à imprensa que transmita esta "objetividade nos dados" e não crie "nenhum tipo de esperança" até haver mais informação.

Na sexta-feira passada, a Marinha argentina assinalou que o submarino tinha reportado pela última vez a sua posição na madrugada de quarta-feira, por isso, passado um tempo prudencial sem ter comunicação com a nave, o protocolo de busca foi ativado na última quinta-feira.

Nesta manhã, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, viajou até Mar del Plata, onde se encontra a base de operações do submarino e onde vive a maioria de seus tripulantes, para saber detalhes sobre a situação e apoiar os parentes afetados.

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