Ledezma afirma que saiu da Venezuela porque seria "sequestrado"

Madri, 20 nov (EFE).- O opositor venezuelano, Antonio Ledezma, disse nesta segunda-feira que decidiu sair do seu país porque lhe informaram que seria "sequestrado" pelas forças de segurança, embora não as tenha citado explicitamente, e que a culpa seria atribuída a um "comando paramilitar colombiano".

Ledezma, prefeito da região metropolitana de Caracas, chegou a Madri vindo da Colômbia após fugir da Venezuela, onde cumpria prisão domiciliar desde 2015 acusado de conspiração e formação de quadrilha, embora nunca tinha sido julgado.

"Havia também a ideia de revogar o benefício de prisão domiciliar e levar-me ao túmulo. Acredito que, fechado no túmulo (...), eu não sou útil como posso começar a ser no exílio", acrescentou em entrevista à imprensa em Madri, aonde aterrissou no sábado.

"Todos os presos políticos correm perigo na Venezuela, são reféns de uma narcotirania que pretende usá-los como os sequestradores fazem com suas vítimas", considerou.

Respondendo aos jornalistas, Ledezma garantiu que não pedirá asilo na Espanha, como também não fez na Colômbia, embora tenha recebido o respaldo para isso do presidente desse país, Juan Manuel Santos.

A ideia, segundo explicou, seria encontrar uma "figura jurídica" que lhe permita, baseado na Espanha, movimentar-se por todo o mundo denunciado os "abusos" do governo do presidente Nicolás Maduro, e que sua família esteja protegida.

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