Schulz descarta grande coalizão na Alemanha e aposta em novas eleições

Berlim, 20 nov (EFE).- O líder do Partido Social-Democrata Alemão (SPD), Martin Schulz, descartou nesta segunda-feira uma reedição da grande coalizão com a chanceler Angela Merkel e apostou na convocação de novas eleições no país.

"Não estamos dispostos a entrar em uma grande coalizão", disse Schulz após se reunir com a direção do partido depois que ontem à noite fracassou a tentativa de Merkel de formar uma coalizão de governo com os liberais e os verdes.

O líder social-democrata argumentou que "não pode haver uma rejeição mais clara a uma aliança de governo" entre conservadores e social-democratas que os resultados das eleições do último dia 24 de setembro, quando os partidos da grande coalizão perderam 14% dos apoios.

O SPD, com Schulz como cabeça de chapa, obteve 20,5% dos votos nestas eleições, seu pior resultado histórico e cinco pontos a menos que nos pleitos anteriores.

"Consideramos que é importante que os eleitores possam fazer uma nova avaliação da situação no nosso país", declarou Schulz, ao mesmo tempo em que ressaltou que para seu partido, como decidiu hoje a sua cúpula por unanimidade, "o caminho correto são novas eleições".

Nesse sentido, Schulz garantiu que o SPD não teme novas eleições, em cujo caso buscaria um governo de marcado tom social-democrata, mas frisou que, antes de chegar à convocação de novos pleitos, o presidente alemão, Frank-Walter Steinemeier, e também o parlamento, devem tomar decisões.

Mesmo assim, se mostrou convencido que um governo em minoria - uma das opções que podem ser analisadas - "não é praticável para a Alemanha".

Schulz indicou que Merkel ainda não o contatou, ao mesmo tempo em que disse estar aberto a manter conversas não só com a chanceler, mas com todos os partidos.

"Necessitamos rapidamente de um governo operacional", completou Schulz, que rejeitou a ideia de que os social-democratas, com sua recusa a entrar em uma grande coalizão, estejam fugindo de suas responsabilidades.

"O SPD cumpre com suas responsabilidades democráticas e políticas como parte muito ativa do governo interino", assegurou.

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