Alan García prestará depoimento em CPI peruana sobre caso Odebrecht

Lima, 21 nov (EFE).- O ex-presidente peruano Alan García prestará depoimento sobre o escândalo de corrupção da Odebrecht no país em uma audiência de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) no Congresso no próximo dia 11 de dezembro.

"Com muito gosto estarei diante da comissão do Congresso na data que foi determinada", escreveu García no Twitter.

Pouco antes, a comissão que investiga o escândalo da Lava Jato no Peru decidiu convocar o ex-presidente para depor. García, que comandou o país entre 1995 e 1990 e depois de 2006 a 2011, será questionado pelas propinas pagas pela construtora ao seu ex-vice-ministro de Comunicações Jorge Cuba e ex-membros de seu segundo governo para favorecer a Odebrecht na licitação para a construção de dois trechos da Linha 1 do metrô de Lima.

García recentemente pediu que a Justiça "caia sobre os miseráveis que atrapalham os governos com seus atos de depredação".

O ex-presidente também afirmou que nenhum delator revelou ter pago subornos a ele. Era uma referência ao fato de os promotores peruanos terem ouvido o empresário Marcelo Odebrecht, preso no Brasil, para que ele esclarecesse o que significava a sigla "AG" em algumas das planilhas da construtora.

Segundo a imprensa local, Odebrecht confirmou que as iniciais se referem a Alan García seguinte anotação. "Anúncio Kuntur agora bom para o Peru/AG". Kuntur TG é a empresa que venceu a licitação para o Gasoduto Sul Peruano no segundo mandato do ex-presidente.

Posteriormente, o projeto do gasoduto foi modificado, seu custo foi aumentado e sua concessão passou para a Odebrecht, que se associou à Kuntur no governo de Ollanta Humala (2011-2016), que atualmente cumpre prisão preventiva por receber US$ 3 milhões em propina da empresa brasileira.

Odebrecht também teria confirmado que conhecia García há muitos anos e que pagou por algumas palestras dadas pelo ex-presidente, como também fez com outros ex-líderes sul-americanos.

García classificou como uma "barbaridade política sem seriedade e sem consequências jurídicas reais" o fato de a Promotoria do Peru estar realizando uma investigação criminal sobre financiamento de sua primeira campanha à presidência do país.

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