Ex-chefe de campanha de Trump deixará prisão domiciliar para Ação de Graças

Washington, 21 nov (EFE).- Paul Manafort, ex-chefe de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderá deixar a prisão domiciliar para celebrar o Dia de Ação de Graças na próxima quinta-feira, um benefício que também foi concedido ao seu braço direito, Rick Gates.

Durante uma audiência realizada nesta terça-feira na Corte do Distrito de Columbia, a juíza Amy Berman Jackson autorizou a libertação provisória dos dois acusados, que deverão usar tornozeleiras eletrônicas e não poderão ingerir álcool.

Além disso, Manafort e Gates terão que informar à Justiça onde passarão a festividade do Dia de Ação de Graças.

A concessão ocorreu depois de o advogado de Manafort ter pedido que seu cliente fosse libertado para fazer uma "viagem local".

O processo contra Manafort e Gates é resultado da investigação iniciada em maio pelo promotor especial Robert Mueller, designado para descobrir se há vínculo entre membros da campanha de Trump e do governo da Rússia, acusado de interferir nas eleições em favor do atual presidente.

Os dois se entregaram ao FBI no último dia 30 de outubro após terem sido acusados por Mueller de terem cometidos 12 crimes, entre eles lavagem de dinheiro, evasão de divisas e conspiração contra os EUA, que podem render a ambos mais de dez anos na cadeia.

Segundo Mueller, os acusados criaram uma "rede de empresas e contas bancárias" para esconder até US$ 75 milhões, obtidos principalmente dos rebeldes pró-Rússia da Ucrânia e de outros oligarcas russos.

Manafort, que comandou a campanha de Trump entre maio e agosto de 2016, teve que renunciar ao cargo após a revelação de que ele recebeu US$ 12,7 milhões para assessorar em segredo o ex-presidente ucraniano Viktor Yanukovich, um grande aliado do Kremlin.

As acusações contra Manafort e Gates não têm relação com a campanha de Trump, mas revelam importantes vínculos de ambos com a Rússia entre 2006 e 2017.

Gates seguiu na equipe do presidente depois da saída de Manafort. O assessor chegou a participar do trabalho de transição entre o novo governo e a administração de Barack Obama.

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