Familiares de estrangeiros do EI são levados a Bagdá para serem deportados

Erbil (Iraque), 21 nov (EFE).- O exército do Iraque está transferindo familiares estrangeiros dos combatentes do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) a Bagdá para proceder com a deportação dos mesmos, informaram nesta terça-feira à Agência Efe fontes oficiais.

Um grupo com 350 mulheres e crianças que foi detido em Mossul, no norte do país, a maior cidade que esteve sob o domínio dos jihadistas, começou a ser levado para Bagdá ontem, afirmou o vice-presidente do Conselho Provincial, Nuredin Qablan.

Este é o segundo grupo de famílias enviadas a Bagdá para serem deportadas, depois que, na semana passada, entre 500 e 600 mulheres e crianças foram levados da prisão de Tasfirat, que fica cerca de 15 quilômetros ao norte de Mossul, para a capital.

Nos próximos dias, outros três grupos de pessoas serão transferidos a Bagdá, com um total de 1.200 mulheres e crianças, segundo a mesma fonte.

A maioria dos estrangeiros é da Rússia, entre eles chechenos e de outras regiões do Cáucaso, e outros procedentes de países como Tadjiquistão e Turquia.

Os familiares dos jihadistas receberam tratamento psicológico, oferecido por várias ONGs que se dedicam à reabilitação das vítimas do EI, segundo o vice-presidente do Conselho Provincial.

Os parentes dos combatentes do EI foram separados de outros deslocados no centro de acolhimento de Shandukha, situado a oeste de Mossul, e de lá foram levados para a prisão de Tasfirat, onde permaneceram até agora.

Mossul foi a maior cidade ocupada pelo EI e as tropas iraquianas recuperaram o seu controle após uma batalha que durou de outubro de 2016 a julho deste ano.

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