China se opõe às sanções unilaterais dos EUA às suas companhias

Pequim, 22 nov (EFE).- A China rejeitou nesta quarta-feira firmemente as sanções unilaterais que o Governo dos EUA impôs a companhias chinesas para isolar economicamente a Coreia do Norte, anunciou o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores, Lu Kang.

"Nos opomos firmemente ao longo braço da jurisdição contra empresas e indivíduos chineses de acordo com sua legislação, porque é equivocada", ressaltou Lu em entrevista coletiva após ser revelado que os EUA sancionaram quatro companhias com sede na China que mantêm relações comerciais com a Coreia do Norte.

Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, entre janeiro de 2013 e agosto de 2017, três dessas empresas exportaram à Coreia do Norte bens por um valor de US$ 650 milhões e importaram bens no valor de US$ 100 milhões desde esse país.

Lu Kang afirmou que caso a China confirmasse que alguma dessas companhias ou indivíduos "estão envolvidos em atividades que violam a lei chinesa ou as obrigações internacionais", resolverá de forma estrita segundo suas próprias normas.

Além disso, pediu a quem queira colaborar com Pequim "de forma construtiva" e tenha provas sólidas a este respeito, que as compartilhe com a China para solucionar o problema.

Lu comentou que os EUA sabem qual é a posição da China nesta questão e reivindicou que, como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, o gigante asiático sempre implementou de forma estrita todas as sanções relacionadas com a Coreia do Norte, mas se opõe àquelas unilaterais de alguns países.

O Governo de Donald Trump anunciou na terça-feira sanções contra empresas norte-coreanas e companhias comerciais chinesas em uma nova tentativa por isolar economicamente o regime de Kim Jong-un para que ponha fim a seu desenvolvimento nuclear.

As sanções ocorreram só um dia depois que o presidente americano recolocou a Coreia do Norte na lista de países "patrocinadores do terrorismo", da qual tinha saído há quase uma década e na qual também foi incluído o Irã, Síria e Sudão.

O objetivo das sanções é impor uma "maior pressão" econômica sobre a Coreia do Norte para dificultar o acesso do regime de Kim Jong-un a importantes entidades dentro da indústria de transporte, segundo o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

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