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Soldado baleado ao desertar da Coreia do Norte deixa a terapia intensiva

24/11/2017 08h25

Seul, 24 nov (EFE).- O soldado da Coreia do Norte que conseguiu fugir ao vizinho do Sul após ser atingido por disparos do exército norte-coreano deixou nesta sexta-feira a unidade de terapia intensiva e foi transferido para um quarto devido à melhora do seu estado, informou o hospital.

Essa mudança aconteceu antes do previsto já que o desertor, de 24 anos, se encontra em situação estável e sem febre após readquirir a consciência depois de ser operado duas vezes, detalhou o Hospital Universitário Ajou (ao sul de Seul).

O soldado, de sobrenome Oh, recebeu cinco ou seis disparos dos seus companheiros do exército norte-coreano quando no último dia 13 de novembro cruzou a zona fronteiriça conhecida como Área de Segurança Conjunta (JSA) e foi resgatado por membros das tropas sul-coreanas.

Os médicos, que em princípio temeram pela sua vida, acreditam agora que o soldado demorará um mês para se recuperar e sofrerá sequelas físicas por toda a vida.

Durante as cirurgias para extrair as balas do desertor, que sofre ainda com tuberculose e hepatite b, foram encontradas lombrigas intestinais que contribuíram para infectar órgãos afetados pelos disparos.

Isto parece ser uma consequência das duras condições de vida que o militar suportava e constitui um reflexo da atual situação que vive a Coreia do Norte, golpeada pelas sanções internacionais como castigo pelos seus programas de armas.

A equipe médica disse ainda que o jovem, cuja espetacular fuga ficou documentada em vários vídeos gravados por câmeras de segurança, mostra também sintomas de "estresse psicológico severo e depressão".

Se seu estado continuar melhorando, Oh será transferido em poucos dias a um hospital militar, informou a agência "Yonhap" que cifrou o valor de seu tratamento médico em 100 milhões de wons (o equivalente a R$ 300 mil).

Neste sentido, o Ministério da Unificação sul-coreano confirmou à Agência Efe que a despesa será "elevada" e que será preciso decidir que departamento do governo assumirá esta incomum dívida.