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Juíza diz que submarino estaria em "missão confidencial" quando desapareceu

25/11/2017 04h11

Buenos Aires, 25 nov (EFE).- A juíza argentina Marta Yáñez que investiga o desaparecimento do submarino ARA San Juan declarou, na sexta-feira, que poderia estar em meio de uma "missão de caráter confidencial" quando desapareceu na semana passada.

Depois de afirmar há dois dias que o que o submarino estava fazendo no momento do desaparecimento era "segredo do Estado", ela classificou suas palavras dizendo que "isso soou muito feio", pois estava se referindo que a Marinha, que tem o dever de resguardar a segurança do mar territorial argentino, "pode haver uma missão de caráter confidencial".

Em entrevista à rádio local "La Red", a chefe do Tribunal Federal de Caleta Olivia, na província de Chubut (Patagônia), justificou essa teoria porque não se está falando "sobre um particular que estava pescando, ou um chinês que está pescando dentro da área exclusiva do mar territorial argentino".

Perguntada se a explosão detectada no submarino poderia corresponder a um ataque, uma hipótese já rejeitada pela Marinha argentina, a juíza sustentou que "não descarta nada" pois está começando a investigação e se trata de "um submarino que pode estar na zona de culminação da plataforma continental (área marítima que legalmente pertence ao país)".

Após declarar que "poderia estar controlando para que não houvesse pesca ilegal", embora isto "não lhe consta", a juíza queria resolver o tema dizendo que já "está pedindo" conhecer a atividade que o submarino realizava quando desapareceu.

Por outro lado, ela poderia assegurar, que quando emitiu seus últimos sinais, o submarino estava em águas jurisdicionais argentinas.

Outro ponto que terá que ser investigado é a condição em que o San Juan iniciou sua missão, que segundo explicou Marta Yáñez, "precisa ser informada pela Marinha".

"Eu não quero deixar de ser lógica, e acho que a Marinha é a ultima interessada em deixar um submarino para navegar que não esteja em condições; acreditaria na boa fé. Eu não posso pensar em fantasmas, mentiras, enganos e esconderijos", prosseguiu.

Por último, sobre o pedido para receber as novidades da operação de busca, a juíza explicou: "Não pretendo que a cada três horas me digam 'não há nada', mas imediatamente que registrem algo, me façam um relatório de tudo que encontrem no lugar, aproveitando a tecnologia que temos".