Itália promete rigor contra a máfia em Ostia após últimos tiroteios

Roma, 26 nov (EFE).- O governo da Itália responderá de um modo "duro" contra a máfia de Ostia, afirmou neste domingo o ministro do Interior, Marco Minniti, após o distrito litorâneo de Roma ter presenciado tiroteios atribuídos a ajustes de contas entre clãs rivais.

"Não podemos consentir que o litoral da capital do país seja condicionado pelas máfias. Da nossa parte, a libertação de Ostra da máfia será irrenunciável", declarou Minniti à imprensa local.

O ministro ressaltou que "nos desafios mais complicados a força do Estado se mostra" e opinou que o que acontece em Ostra "não é tolerável em uma democracia".

"Seremos duros e intransigentes", advertiu.

Situada no litoral, a 21 quilômetros do centro de Roma, Ostia tem 84 mil habitantes e que acaba de realizar eleições para presidente (principal autoridade local) depois de passar os últimos dois anos sob intervenção do governo nacional.

No entanto as atividades do crime organizado parecem mais ativas, e investigadores consideram que a luta entre clãs rivais se agravou.

Na sexta-feira, alguns homens invadiram a cozinha de uma pizzaria e, como uma advertência, atiraram nas pernas do dono do estabelecimento e do pizzaiolo, este último membro da família Fasciani, vinculada à máfia e a clãs sicilianos.

Os dois feridos foram interrogados pela polícia no hospital no qual estão internados, mas alegaram desconhecer as razões do crime, segundo a imprensa.

Na última de sábado, um grupo atirou cinco vezes na porta de uma casa na qual vive um dos clãs mais conhecidos de Ostra, os Spada. O caso está sendo investigado para avaliar ligação com o tiroteio na pizzaria.

No dia 7, um jornalista da rede de televisão pública foi agredido com uma cabeçada por Roberto Spada quando lhe perguntou sobre o apoio da sua família ao partido ultradireitista CasaPound nas últimas eleições, uma agressão pela qual foi e continua detido.

Todos estes fatos levam a crer que os clãs de Ostra entraram em guerra entre eles ou, segundo o jornal "Il Messaggero", o conflito pode se dever à falta de pagamentos ou desacordos entre os mesmos pelo tráfico de drogas, entre outras hipóteses.

A prefeita de Roma, Virginia Raggi, do Movimento Cinco Estrelas, disse em entrevista à rede de televisão "SkyTg24" que reunirá nesta semana o comitê provincial para a segurança pública para debater estes casos.

Raggi também pediu ao governo italiano que aumente a presença policial no distrito litorâneo, inclusive com uso do Exército.

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