Luisa Ortega assume "erros" que impediram frear autoritarismo na Venezuela

Bogotá, 26 nov (EFE).- A destituída procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega assumiu neste domingo os "erros" que não permitiram frear a tempo "a onda autoritária" que, assegura, foi imposta sobre o Ministério Público e a ordem constitucional de seu país.

"São tempos difíceis para todos, mas sei que os anos nos quais construímos uma instituição forte e moderna geraram nos senhores um sentido de filiação e identidade que nos farão superar os empecilhos que a ditadura impôs ao andamento do Ministério Público", afirmou Ortega em um documento que divulgou no Twitter.

Na mensagem, que informou por causa do que denominou "atípico 48° aniversário do Dia do Ministério Público", Ortega se dirigiu aos trabalhadores "para enchê-los de esperança e fé de que em breve passará este período de dificuldades e de escuridão" no país e nessa instituição.

"Com absoluta responsabilidade e compromisso de futuro, assumo perante os senhores os erros que não nos permitiram a tempo frear a onda autoritária que foi imposta sobre a nossa instituição e a ordem constitucional do país", acrescentou a funcionária destituída.

Ortega, que se encontra sob proteção do Governo da Colômbia, onde chegou em 18 de agosto disse ter certeza de que esse período obscuro acabará em breve.

"Devemos ter força, pois tenho certeza de que não resta muito tempo", acrescentou Ortega, que afirmou que "diariamente" fala com funcionários que contam sobre a "destruição progressiva à qual estão submetendo o Ministério Público".

A destituída funcionária disse que "resta muito pouco para acabar com a perseguição interna ao conhecimento, à honestidade e à probidade" e ressaltou que "o único" que não podem assaltar militarmente e roubar "é a esperança de recuperar o que todos" construíram.

Ortega foi destituída em 5 de agosto pela Assembleia Nacional Constituinte (ANC) da Venezuela, que a acusou de cometer "atos imorais", e seu marido, o deputado chavista Germán Ferrer, de ser parte de uma trama de extorsão que supostamente operava desde a Promotoria.

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