Paraguai e Brasil revisam operações conjuntas de inteligência e segurança

Assunção, 27 nov (EFE).- Paraguai e Brasil fizeram nesta segunda-feira, em Assunção, uma revisão das operações conjuntas em segurança e inteligência na luta contra o crime transnacional.

A reunião foi uma continuação de um encontro dos países da América do Sul realizado em Brasília há um ano sobre o tema.

Na época, as autoridades focaram nos trabalhos realizados de forma interna em ambos os países e de forma externa na área da fronteira, onde normalmente há delitos relacionados com o narcotráfico e com o crime organizado.

O chanceler do Paraguai, Eladio Loizaga, estava acompanhado do ministro do Interior, Lorenzo Lezcano, e de outros representantes do setor de segurança do país. Eles foram responsáveis por dialogar e revisar com as autoridades brasileiros os avanços do processo de integração em matéria de inteligência e segurança.

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional do Brasil, Sérgio Etchegoyen, disse aos jornalistas ao término da reunião que esse trabalho é resultado do "entendimento" entre os dois países.

"Esses grupos criminosos não têm fronteiras. Por isso é que os países têm que se organizar e se unir para enfrentá-los, seja na pirataria, no tráfico de armas, de pessoas, de drogas. São crimes que preocupam todas as nações sul-americanas", indicou Etchegoyen.

Um dos pontos importantes da reunião foi a luta contra as quadrilhas instaladas nos dois lados da fronteira. Uma região destacada como problemática foi a das cidades de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.

Em novembro de 2016, as autoridades de Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai se reuniram em Brasília para o primeiro encontro sobre segurança fronteiriça no Cone Sul. O objetivo é discutir uma forma conjunta para combater o tráfico e o contrabando.

Em março, o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, discutiu com Loizaga os temas de segurança na fronteira durante sua primeira visita ao Paraguai depois de assumir o cargo.

Na ocasião, Nunes afirmou que os acordos bilaterais entre Brasil e Paraguai sobre crime transnacional podem ser um "paradigma" para estabelecer um padrão em matéria de segurança no Mercosul.

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