Príncipe Harry, o popular membro da família real britânica

Albert Rigol.

Londres, 27 nov (EFE).- O príncipe Harry da Inglaterra, que nesta segunda-feira anunciou seu noivado com a atriz americana Meghan Markle, é o membro da família real britânica mais popular, após passar pelo trauma da morte de sua mãe, Diana de Gales, e superar mais de um escândalo por gostar de frequentar festas.

O filho de Charles e Diana de Gales, de 33 anos, nunca foi um membro convencional da família real.

Nascido em Londres em 15 de setembro de 1984, Harry teve uma infância marcada pelo divórcio de seus pais e, sobretudo, pela morte de sua mãe, que faleceu em 31 de agosto de 1997 em um acidente de trânsito em Paris quando ele tinha 13 anos.

Com o tempo, Harry se tornou foco de atenção midiática por suas excentricidades joviais, impróprias para o estrito protocolo real, que o colocaram como o filho rebelde com uma vida a endireitar.

Em 2002, fontes do Palácio de Buckingham confirmaram que o príncipe, aos 17 anos, tinha experimentado álcool e maconha.

Três anos depois, Harry protagonizava outro escândalo, ao se fantasiar de soldado nazista em uma festa, algo que voltou a colocá-lo no centro das atenções, como quando foram publicadas fotos onde aparecia nu numa festa em Las Vegas (Estados Unidos).

Assim como seu irmão mais velho, o príncipe William, Harry completou seus estudos no elitista colégio Eton, onde se formou em 2003, para depois começar um ano sabático no qual aproveitaria para viajar para a Austrália e trabalhar como fazendeiro.

Em 2005, segundo os veículos de imprensa, uma professora do Eton que disse ter escrito grande parte de um trabalho de artes de Harry ganhou um processo no qual acusou o colégio demiti-la logo depois de reconhecer que o ajudou.

Nesse mesmo ano, Harry ingressou na prestigiada Real Academia Militar de Sandhurst, perto de Londres, para fazer parte do exército britânico, se graduar como cadete e fazer parte do regimento de cavalaria "Blues and Royals of the Hausehold Cavalry".

Sua estadia na corporação o levou a servir no Afeganistão em duas ocasiões, tirar o título de piloto de helicóptero e inclusive disparar contra os talibãs, como reconheceu em 2013.

Essa etapa serviu para amadurecer e encontrar seu papel na família real, como admitiu ao afirmar que foi o melhor período de sua vida, pois no passado já tinha chegado a pensar em deixar de fazer parte da realeza britânica.

Sua carreira militar acabou em 2015, pouco depois de passar à quinta posição na linha de sucessão do trono pelo nascimento da filha de William, sua sobrinha Charlotte.

A primeira viagem oficial de Harry sozinho ao exterior foi a Nova York em 2009, quando visitou o "marco zero" e participou de diversos atos beneficentes.

Como representante de sua avó, a rainha Elizabeth II, Harry esteve em 2012 na Jamaica, Bahamas e no Brasil, além de ser embaixador dos Jogos Olímpicos de Londres nesse mesmo ano.

Em 2013, o príncipe fez outra viagem aos EUA para visitar as zonas afetadas pelo furacão Sandy, em Nova Jersey, e um ano mais tarde voltou a viajar ao continente americano, desta vez para visitar o Chile, onde se reuniu com a presidente Michelle Bachelet.

Sua inclinação a ajudar os demais foi o que levou Harry a exercer o patronato de várias organizações beneficentes, entre elas a "Sentebale", fundada por ele em 2006 para ajudar órfãos no Lesoto.

O príncipe Harry nasceu em 1984 no Hospital de Sant Mary de Londres e uma de suas primeiras aparições públicas foi em 17 de junho de 1989, quando compareceu com o resto da família real à revista de tropas que é realizada em comemoração do aniversário oficial de Elizabeth II.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos