Surto de peste em Madagascar está em retrocesso, diz OMS

Johanesburgo, 27 nov (EFE).- O surto de peste bubônica e pneumônica que já causou a morte de 202 pessoas em Madagascar está em retrocesso, mas as medidas de controle e resposta devem ser mantidas, informou nesta segunda-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"O pior do surto já passou, mas temos que permanecer preparados para detectar e responder a novas infecções até o fim do período do surto, em abril de 2018", indicou o diretor-geral da OMS, o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, segundo um comunicado da organização.

A agência das Nações Unidas, que parabenizou o governo de Madagascar por seus esforços, explicou que o número de infecções está caindo a um ritmo constante nas últimas semanas, de acordo com os números do Ministério da Saúde do país africano.

Entre 1º de agosto e 22 de novembro, foram reportados 2.348 casos no total (entre eles os 202 que resultaram em mortes), que foram tratados gratuitamente.

Também receberam tratamento cerca de 7.300 pessoas que teriam mantido contato com infectados.

A OMS considerou uma "tragédia" o fato de uma doença da Idade Média, que pode ser tratada facilmente, ter ameaçado um país inteiro e causado mais de 200 mortes.

Por isso, embora este surto não tenha precedentes, a organização ressaltou que há muito pouco financiamento para a pesquisa de combate às pragas.

Ghebreyesus lembrou que a OMS forneceu US$ 1,5 milhão em fundos de emergência para Madagascar e que entregou US$ 1,2 milhão de doses de antibióticos, e também qualificou 4.400 profissionais para rastrear os contatos dos doentes e conter o surto.

Além disso, a OMS se comprometeu a continuar colaborando com Madagascar.

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