Irlanda não vetará avanço de negociações do "Brexit"

Dublin, 29 nov (EFE).- O primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar, afirmou nesta quarta-feira que não tem a intenção de "recorrer ao veto" para bloquear as negociações sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), pois espera que a questão da fronteira norte-irlandesa seja resolvida com "consenso".

Varadkar fez essas declarações no Parlamento de Dublin, ao se referir à cúpula comunitária de 14 e 15 de dezembro, quando os vinte e sete decidirão se o diálogo sobre o "Brexit" passa para a segunda fase, na qual será abordada a futura relação comercial do bloco com Londres.

Antes de tomar essa decisão, Dublin e seus parceiros querem que sejam resolvidas as três questões levantadas na primeira fase: a fatura de saída, os direitos dos cidadãos e o status da fronteira entre a província britânica da Irlanda do Norte e a República da Irlanda.

Segundo os observadores, o governo irlandês poderia vetar o avanço das negociações se considerar que Londres não apresentou clareza e soluções concretas para manter a fronteira aberta, o que é fundamental para as duas economias da ilha e seu processo de paz.

"O sentimento de solidariedade com a Irlanda e com as nossas demandas específicas para evitar uma barreira estrita continua sendo muito forte. Portanto, tenho certeza que o Conselho Europeu atuará com consenso", disse Varadkar.

Para o chefe de governo irlandês, não será preciso "usar ou ameaçar" recorrer ao direito a veto porque "temos e continuaremos tendo" o apoio de "nossos colegas europeus a respeito do assunto da fronteira".

"As coisas mudam a cada dia e evoluem rapidamente", afirmou o primeiro-ministro, que ressaltou que mantém "permanente contato" com a equipe negociadora liderada pelo dirigente comunitário Michel Barnier.

Varadkar também avaliou positivamente que o fato de o governo da primeira-ministra do Reino Unido, a conservadora Theresa May, ter apresentado uma proposta para chegar a um acordo financeiro sobre sua saída da UE.

Segundo o jornal britânico "The Telegraph", a fatura de saída oferecida por Londres poderia estar entre 40 bilhões e 49 bilhões milhões de libras.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos