Rússia diz que responderá ações "hostis" dos EUA contra emissora russa "RT"

Moscou, 30 nov (EFE).- O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou nesta quinta-feira que é "impossível deixar sem resposta as ações hostis" dos Estados Unidos contra a rede de televisão russa "RT", cujos correspondentes tiveram retiradas ontem suas credenciais imprensa no Congresso americano.

"Claro, é complicado e impossível deixar sem resposta semelhantes medidas e decisões hostis", disse Peskov à imprensa ao comentar a situação.

O porta-voz da Presidência russa acrescentou que "não é preciso ser vidente para prever a resposta emocional" dos legisladores russos em relação aos veículos de imprensa americanos.

O Comitê Executivo dos Correspondentes de Rádio e Televisão do Congresso dos EUA informou ontem à "RT" que tinha decidido de maneira unânime retirar suas credenciais de imprensa.

"A decisão foi adotada como consequência do registro da companhia operadora da 'RT Network', T&R Productions LLC, como agente estrangeiro", escreveu Craig Caplan, presidente do órgão regulador, em carta à emissora russa.

No último dia 13, o canal estadual russo de notícia "RT" (antigo "Russia Today"), que faz transmissões em vários idiomas, foi registrado como agente estrangeiro nos EUA a pedido da Justiça americana.

A figura de "agente estrangeiro", que impõe uma série de limitações, foi criada nos EUA em 1938 para resistir à propaganda nazista.

A emissora "RT" e a agência "Sputnik" são consideradas em Washington como veículos da propaganda do Kremlin.

Em resposta, o Parlamento russo aprovou uma emenda que permite incluir veículos de imprensa na categoria de "agentes estrangeiros", que até agora só incluía ONGs que recebiam financiamento do exterior.

"A decisão de privar de credenciais nossos jornalistas é uma loucura", disse nesta quinta-feira a presidente do Conselho da Federação (Senado) da Rússia, Valentina Matvienko, durante uma visita à cidade de Tver, 180 quilômetros ao noroeste de Moscou.

A senadora apelou à ONU e outras organizações internacionais para que se pronunciem sobre este fato, que qualificou de "inadmissível".

"Agora temos que avaliar tranquilamente a nossa resposta, mas não vamos permitir que nos tratem desse modo", ressaltou.

Segundo Valentina, a Rússia não deu motivos para esse tipo de medidas.

"No nosso país há condições liberais para os jornalistas estrangeiros", disse a presidente do Senado.

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