Detetive diz ter achado pornografia em computador de "número dois" de May

Londres, 1 dez (EFE).- Um antigo detetive de Scotland Yard admitiu "surpresa" pela quantidade de imagens pornográficas achadas em um computador do escritório parlamentar de Damian Green, "número dois" do Governo britânico, revelou nesta sexta-feira a "BBC".

O detetive Neil Lewis falou pela primeira vez sobre a revista que realizou em 2008 em um computador do escritório de Green como parte de uma investigação sobre vazamentos do Governo.

Estas revelações foram feitas no marco das recentes acusações de suposto assédio sexual ou conduta indevida contra políticos britânicos, encorajadas pelo caso do produtor de cinema americano Harvey Weinstein, acusado por dezenas de mulheres.

Lewis explicou à emissora que o histórico de internet do computador do escritório de Green indicava que a pornografia tinha sido observada "extensamente" durante um período de três meses.

Green, primeiro-secretário de Estado e considerado um vice-ministro, é uma das pessoas de maior confiança da primeira-ministra britânica, Theresa May.

Lewis, que se retirou da polícia em 2014, explicou que uma série de fatores, como a forma de utilizar o computador, indicaram que era Green que acessava o material pornográfico.

Durante a investigação em 2008, Green, deputado pela circunscrição de Ashord (sudeste da Inglaterra), era porta-voz de Imigração do Partido Conservador, então na oposição.

"O computador estava no escritório de Green, na sua mesa, estava conectado, tinha seu nome", disse Lewis, que em 2008 trabalhava como investigador de material eletrônico para o SO15, como é chamado o comando antiterrorista da Polícia.

"Enquanto olhava a pornografia, estava enviando e-mails desde sua conta, lendo documentos. É ridículo sugerir que qualquer outra pessoa estava fazendo isso", explicou o antigo detetive à emissora pública britânica.

As alegações contra Green, de 61 anos, ampliam o escândalo por supostos casos de assédio sexual que afeta políticos.

No mês passado, Michael Fallon se viu obrigado a renunciar como ministro britânico de Defesa depois que uma jornalista revelou que o político tinha tentado beijá-la durante um lanche de trabalho em 2003.

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