Falsa vítima do atentado no Bataclan é condenada a 2 anos de prisão

Paris, 1 dez (EFE).- O Tribunal Correcional de Versalhes, na França, condenou nesta sexta-feira a dois anos de prisão Cédric Rey, de 29 anos, que se fez passar por vítima do atentado terrorista na casa de shows Bataclan, em 13 de novembro de 2015.

Ele foi condenado pelo crime de fraude e preso depois de conhecer a sentença.

Apesar de a Justiça já ter condenado outras pessoas por falso comunicado, este caso é particularmente midiático porque o jovem deu várias entrevistas após o ocorrido. Ao todo, 130 pessoas morreram nos ataques realizados em Paris e em Saint-Denis.

Em seu relato, que depois ele admitiu ter inventado, o rapaz afirmava estar no Bataclan quando viu a chegada de homens armados e uma mulher grávida ser atingida por disparos dos terroristas.

Durante um ano, Cédric foi considerado uma das vítimas da ação e passou meses afastado do emprego por causa disso. Nesse período ele deu entrevistas, tatuou uma imagem do Bataclan no braço e até apresentou um pedido de indenização. No entanto, investigadores começaram a desconfiar da história, que apresentava contradições, em particular, o fato de nenhuma grávida ter morrido na ocasião.

Uma análise da sua localização feita a partir do celular permitiu determinar que ele estava a 30 quilômetros do local e que só chegou à casa de shows depois da meia-noite, quando foi visto por várias testemunhas.

Em outubro, num primeiro comparecimento ao Tribunal, Cédric reconheceu o que fez, mas a Justiça decidiu submetê-lo a testes psíquicos, embora tenha determinado que ficasse sob custódia até este novo julgamento.

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