Militares detidos na Venezuela escapam durante transferência para presídio

Caracas, 30 nov (EFE).- Pelo menos nove oficiais das Forças Armadas da Venezuela detidos por crimes de conspiração escaparam nesta quinta-feira durante sua transferência de um tribunal militar em Forte Tiuna (Caracas) para o presídio de Ramo Verde no qual estavam presos, segundo informaram vários jornalistas locais.

Os detidos conseguiram tirar as armas dos agentes que os vigiavam, de quem as fotografias divulgadas mostram algemados sobre o asfalto depois que os presos fugiram.

Um dos foragidos é o tenente Briceño Camacho, que confirmou o ocorrido por telefone ao canal de televisão "EVTV" de Miami, em entrevista na qual denunciou ter sofrido torturas junto com seus companheiros presos e disse não reconhecer o presidente Nicolás Maduro como chefe das Forças Armadas.

O tenente afirmou, além disso, que a operação com a qual conseguiram fugir tinha sido planejada com antecedência pelo grupo.

"Um veículo da GNB (Guarda Nacional Bolivariana) que transferia réus foi tomado pelos mesmos", disse na sua conta do Twitter Josy Fernández, prefeito do município de Los Salías, perto de Caracas e a pouca distância de Ramo Verde.

Segundo disse o prefeito, a Polícia municipal iniciou nesse momento "uma perseguição para deter os sujeitos", o que gerou "um confronto" que deixou um morto, um ferido e um detido.

A operação para recapturar os fugitivos passou para os corpos de segurança nacional, disse o prefeito.

Segundo a imprensa local, as autoridades conseguiram prender quatro deles.

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