Ministro argentino diz que não há condições de haver vida no submarino

Buenos Aires, 1 dez (EFE).- O ministro da Defesa da Argentina, Oscar Aguad, garantiu nesta sexta-feira para as famílias dos 44 tripulantes do submarino San Juan que as buscas pela embarcação desaparecida há 16 dias continuam, "até que todos os recursos sejam esgotados", mas reconheceu que, pelo tempo que passou, "não há condições de haver vida".

O ministro viajou hoje à base naval da cidade de Mar del Plata, onde a embarcação estava lotada, para se reunir com os familiares da tripulação desaparecida.

O Ministério da Defesa argentino informou em comunicado que Aguad se colocou "à disposição das famílias", depois que a marinha deu por finalizado nesta quinta-feira o plano que visava o resgate dos submarinistas, para passar para uma fase só de buscas do submarino, que ainda não foi localizado.

Aguad "permaneceu durante mais de uma hora com os familiares dos tripulantes, e se comprometeu a seguir com as buscas pelo submarino até que todos os recursos sejam esgotados", segundo a nota do ministério.

Em vídeos do encontro com os familiares que foram difundidos na internet e pela imprensa argentina, Aguad afirmou que "os dias em que haveria condições de encontrar os tripulantes com vida se esgotaram".

"Tivemos que declarar o fim do SAR (plano de busca e resgate), mas - e isto me foi solicitado pelo presidente (Mauricio Macri) - há um compromisso absoluto de não deixar de buscar o submarino até que todos os recursos sejam esgotados", afirmou o ministro.

Aguad se apresentou na base com o chefe do Estado-Maior Geral da marinha argentina, o almirante Marcelo Eduardo Hipólito Srur, e disse aos familiares que "vários" dos países que ajudaram na primeira fase de buscas continuarão oferecendo sua colaboração, como "Estados Unidos, Rússia e Chile".

"Vamos continuar buscando o submarino com todos os elementos que temos em nosso país", prometeu o ministro.

O Ministério da Defesa reiterou que foram utilizados "recursos internacionais, estatais e privados, pessoal altamente capacitado e as tecnologias mais avançadas do mundo" no plano de "busca e salvamento".

"Não obstante, depois de 15 dias de buscas utilizando meios aéreos e navais, e após uma varredura de 557 mil milhas náuticas quadradas de exploração visual e de 1.049.479 milhas náuticas quadradas de exploração por radar, não foi possível encontrar o submarino, nem seus botes salva-vidas", afirmou o ministério na nota.

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