Nasralla diz que Hernández viajou para EUA e pode haver toque de recolher

Tegucigalpa, 1 dez (EFE).- O candidato da Aliança de Oposição contra a Ditadura, Salvador Nasralla, disse nesta sexta-feira que seu principal adversário nas eleições gerais de domingo, o presidente Juan Orlando Hernández, viajou para os Estados Unidos e que pretende declarar estado de exceção em Honduras.

Em mensagem através do Facebook, Nasralla disse que queria informar aos hondurenhos sobre algo que "o governo da República está planejando".

"Primeiro, me disseram que o presidente Hernández - candidato do governante Partido Nacional - saiu do país, presumivelmente rumo aos Estados Unidos. O que vai fazer, não sabemos", ressaltou Nasralla.

Sobre essa versão, Hernández disse para a imprensa local que não é certo e que está na sua casa em Tegucigalpa esperando os resultados do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), que está por iniciar uma apuração especial de mais de mil urnas eleitorais inconsistentes.

"Mas o mais grave que acabam de me dizer e que reporta o meu serviço de inteligência é que o governo pretende nas próximas horas, para evitar as manifestações (...) ditar um estado de exceção com toque de recolher", disse Nasralla.

"O estado de exceção é para que o Tribunal Eleitoral vire o jogo a favor do senhor Hernández, sem que o povo possa reclamar", segundo Nasralla.

"Tomara que não aconteça o estado de exceção e muito menos o toque de recolher", expressou.

O candidato também disse que há um acordo com a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Europeia" para que as 5.174 atas que não foram transmitidas pela internet sejam revisadas uma a uma".

Essa revisão, segundo Nasralla, deve ser na presença do Partido Nacional, do Tribunal Eleitoral, da Aliança de Oposição contra a Ditadura e do Partido Liberal, o terceiro mais votado no pleito.

Sobre a crise que seu país está vivendo devido às manifestações violentas contra uma suposta fraude eleitoral, Nasralla disse que "tem nomes e sobrenomes": o presidente Hernández e dois dos magistrados do TSE, seu titular, David Matamoros e Saúl Escobar, que estariam tramando a suposta armadilha contra ele.

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