Número de mortos em novembro na Síria tem queda notável em relação a outubro

Beirute, 1 dez (EFE).- Pelo menos 2.462 pessoas morreram em novembro pela violência na Síria; uma queda notável em relação a outubro, quando foram registrados 3.369 mortos, o maior número de vítimas de 2017, informou nesta sexta-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

De acordo com a apuração da ONG, pelo menos 885 civis, entre eles 194 menores e 111 mulheres, morreram no mês passado em território sírio.

Desses civis, 393 foram vítimas de bombardeios de aviões sírios e russos, 101 de disparos da artilharia governamental, 66 do impacto de mísseis lançados pelas facções, 57 dos ataques da coalizão internacional, nove de tiros da guarda fronteiriça turca e seis foram torturados em prisões do governo.

Há também dois que foram assassinados pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI), três pelas Forças da Síria Democrática (FSD) - uma aliança liderada por milícias curdas - e seis por grupos armados rebeldes e islamitas.

A estes, se somam 112 civis que morreram em detonações de carros-bomba e explosivos, 54 vítimas de minas terrestres, 26 de projéteis da milícia iraquiana Multidão Popular, quatro pela falta de comida e remédios e 46 por circunstâncias desconhecidas.

Por sua vez, as facções insurgentes e islamitas, assim como as FSD, sofreram 421 baixas de combatentes sírios, enquanto grupos extremistas como a ex-filial síria da Al Qaeda, o EI, o Exército dos Emigrantes e os Seguidores, e o Partido Islâmico Túrquico perderam 445 milicianos estrangeiros.

Nas fileiras governamentais, pelo menos 258 soldados das forças regulares morreram, aos quais se somam 276 guerrilheiros sírios de milícias pró-governo, 32 combatentes do grupo xiita libanês Hezbollah e 131 membros de facções xiitas de outras nacionalidades.

O Observatório também registrou as mortes de pelo menos 14 pessoas cujas identidades não foi possível esclarecer.

A Síria é palco desde março de 2011 de um conflito bélico que já deixou mais de 321 mil mortos.

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