Papa pede união a religiões para não ignorar refugiados e minorias

Daca, 1 dez (EFE).- O papa Francisco pediu nesta sexta-feira às diferentes religiões que trabalhem juntas para acabar com "a tentação de fechar os olhos às necessidades dos pobres, dos refugiados, das minorias perseguidas e dos mais vulneráveis", em um encontro inter-religioso realizado durante sua visita a Bangladdesh.

O papa participou do jardim do arcebispado em um encontro com líderes das diferentes religiões presentes em Bangladesh, muçulmanos, hinduístas, budistas e cristãos, num ambiente festivo com vários cantos e danças tradicionais e diante de centenas de representantes dessas crenças.

Também esteve presente um grupo de rohingyas, a minoria muçulmana perseguida em Mianmar que fugiu maciçamente para Bangladesh, que chegou diretamente dos campos de refugiados onde agora vivem em más condições.

Francisco definiu este encontro como "um momento muito significativo" da sua visita a Bangladesh para "aprofundar a nossa amizade e para expressar o desejo unânime do dom de uma paz genuína e duradoura".

"Que o nosso encontro desta tarde possa ser um sinal claro do esforço dos líderes e dos seguidores das religiões presentes neste país para viver juntos com respeito recíproco e boa vontade", disse o papa.

O pontífice fez um apelo para que Bangladesh, "onde o direito à liberdade religiosa é um princípio fundamental", seja um exemplo "respeitoso, mas firme, para quem tentar fomentar a divisão, o ódio e a violência em nome da religião".

Francisco também pediu "uma união que considere a diversidade não como ameaça, mas como fonte de enriquecimento e crescimento".

O papa falou do termo que usou em muitas de suas alocuções durante o seu pontificado: a cultura do encontro, da qual disse que "não é uma teoria abstrata, mas uma experiência vivida".

"Requer boa vontade e capacidade de amparo, mas não deve ser confundida com a indiferença ou a reticência ao expressar nossas convicções mais profundas", esclareceu.

Além disso, Francisco elogiou como as diversas comunidades religiosas de Bangladesh abraçaram o compromisso de trabalhar juntas em aspectos "como o cuidado da terra e a resposta aos desastres naturais que assolaram a nação nos últimos anos" e a reação que tiveram no desabamento em 2013 do edifício Rana Plaza, onde funcionavam várias fábricas, no qual morreram 1.127 pessoas e houve mais de 2 mil feridos.

"O quanto precisa o mundo deste coração que bate com força, para combater o vírus da corrupção política, das ideologias religiosas destrutivas, da tentação de fechar os olhos às necessidades dos pobres, dos refugiados, das minorias perseguidas e dos mais vulneráveis!", exclamou o papa.

Francisco pediu "ajuda a todos os crentes para crescer na sabedoria e na santidade, e cooperação para construir um mundo cada vez mais humano, unido e pacífico".

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