Somália cifra em 512 o total de mortos em atentados terroristas de outubro

Nairóbi, 1 dez (EFE).- A Equipe Nacional de Resposta a Crises da Somália elevou para 512 o número de mortos no atentado com caminhões-bomba cometido no último dia 14 de outubro em Mogadíscio, o maior da história do país.

Até o momento, as autoridades tinham confirmado 358 mortos, mas no final da noite de ontem o citado grupo aumentou o número até 512, depois de fazer uma apuração final de pessoas que não resistiram aos ferimentos.

As vítimas mortais, assim como os feridos e afetados pela perda de propriedades, receberam apoio governamental de fundos públicos, segundo disse hoje à Agência Efe um dos líderes da equipe, Shiekh Nuur Baaruud, que fez um pedido para obter mais apoio para as pessoas que continuam no hospital.

O que se transformou no atentado mais cruel da história da Somália aconteceu no último dia 14 de outubro, quando uma primeira explosão ocorreu junto ao hotel Safári, situado na chamada intersecção K5, uma das áreas mais populares da capital e sede de escritórios governamentais, hotéis e restaurantes.

O segundo ataque, com idêntico 'modus operandi', aconteceu ao lado de um movimentado mercado situado junto à antiga sede da companhia aérea nacional Somalia Airlines no distrito de Wadajir.

Pouco depois, no último dia 29 de outubro, o grupo terrorista voltou a atacar, causando a morte de 25 pessoas durante a explosão de dois carros-bomba e a posterior invasão de um comando do grupo jihadista Al Shabab a um hotel da capital somali.

As autoridades somalis proibiram então a circulação de caminhões durante o dia em Mogadíscio, a fim de evitar novos atentados.

Segundo analistas locais, os problemas internos do governo e seu distanciamento da cúpula do exército permitiram que Al Shabab recuperasse sua capacidade de atentar em grande escala.

Como resposta a estes ataques, o exército dos Estados Unidos assegurou no último dia 21 ter matado mais de 100 jihadistas em um ataque aéreo contra combatentes do grupo Al Shabab, em uma ação coordenada com as autoridades locais.

A organização terrorista, que se filiou em 2012 à rede internacional da Al Qaeda, controla parte do território no centro e no sul do país e pretende instaurar um Estado islâmico radical na Somália.

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