Tillerson diz que notícia sobre sua possível demissão é "risível"

Washington, 1 dez (EFE).- O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, disse nesta sexta-feira que a notícia veiculada na imprensa sobre sua possível demissão nas próximas semanas ou meses é "risível" e evitou esclarecer se conversou sobre este assunto com o presidente, Donald Trump.

"É risível, é risível", afirmou o secretário de Estado após ser perguntado sobre como estava lidando com este tema e sobre o que vai fazer diante das informações que, segundo afirmou um jornalista, "alguns na Casa Branca dizem que querem que ele renuncie".

Essas foram as primeiras e únicas palavras do chefe da diplomacia americana depois que o jornal "The New York Times" publicou ontem, citando fontes anônimas, que Trump quer substitui-lo pelo atual diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) do país, Mike Pompeo.

Essa informação foi confirmada depois, com fontes próprias também anônimas, por outros veículos de imprensa americanos, entre eles a "CNN" e o "The Washington Post".

Tillerson fez essas breves afirmações sobre o tema enquanto dava as boas-vindas no Departamento de Estado ao primeiro-ministro líbio, Fayez al Sarraj.

Ontem, a porta-voz desse Departamento, Heather Nauert, disse que o chefe de gabinete da Casa Branca, o general John Kelly, garantiu para Tillerson que são falsas as informações da imprensa de que Trump pretende despedi-lo nas próximas semanas ou meses.

Ao ser perguntada com insistência sobre o assunto em sua entrevista coletiva diária, Nauert defendeu que Tillerson "gosta de seu trabalho", tem "muito a fazer", mantém "sua agenda cheia" e teve duas reuniões com Trump na quinta-feira com total normalidade.

Hoje, os dois voltarão a manter um encontro, desta vez com o secretário de Defesa James Mattis, segundo a agenda oficial da Casa Branca.

"Tillerson está comprometido com seu trabalho, ele adora conversar com líderes estrangeiros, avançar nas metas políticas dos Estados Unidos e sua agenda não mudou", indicou a porta-voz.

Nauert, no entanto, reconheceu que há "áreas de desacordo político" entre Trump e o secretário de Estado que já são "conhecidas" e citou como exemplo as posições divergentes sobre a mudança climática.

Em entrevista coletiva paralela, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, evitou responder ontem com um "sim" ou "não" à pergunta de se Trump tem confiança em Tillerson.

"Quando o presidente perde sua confiança em alguém, esta pessoa não servirá mais no cargo em que está", disse Sarah Sanders.

Sobre o futuro de Tillerson, a porta-voz da Casa Branca disse que "atualmente, é seguir trabalhando duro como secretário de Estado nas prioridades" de Trump.

O trabalho do secretário de Estado dentro do governo está no ar há alguns meses, no meio de contínuos rumores sobre sua saída por causa das suas diferenças com o presidente.

Em outubro, Tillerson se viu obrigado a negar publicamente que estava pensando em renunciar devido à circulação insistente dessas informações.

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