Trump recebe primeiro-ministro líbio respaldado pela ONU na Casa Branca

Washington, 1 dez (EFE). - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta sexta-feira na Casa Branca o primeiro-ministro de Líbia respaldado pela Organização das Nações Unidas (ONU), Fayez al-Sarraj, com quem tinha previsto falar sobre a crise política líbia e o combate ao terrorismo.

Trump planejou fazer uma coletiva de imprensa às 12h (horário de Washington), mas a Casa Branca cancelou pouco antes o comparecimento dos dois. O gabinete não explicou o motivo, mas a reunião aconteceu pouco depois que Michael Flynn, ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, se declarou culpado de ter mentido ao FBI sobre os seus contatos com os russos, e o líder poderia ter querido evitar perguntas a respeito.

A Casa Branca adiantou na quarta-feira, ao anunciar a visita de Serraj, que Trump planejava reafirmar durante a reunião "o seu apoio" ao governo de acordo nacional apoiado pela ONU. Além disso, havia a intenção de abordar a "cooperação contra o terrorismo e formas de expandir os contatos bilaterais em várias áreas", segundo a Casa Branca.

A Líbia é um Estado vítima do caos e da guerra civil. Desde 2014, o país está dividido em dois, com uma autoridade no leste, sob o controle do Parlamento em Tobruk e a tutela do marechal Khalifa Hafter, e outra em Trípoli, respaldada pela ONU e representada por Serraj.

O líder líbio se reuniu hoje também com o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, que expressou o "completo apoio" de Washington ao seu governo, além do compromisso de "ajudar o povo líbio" a conseguir "um futuro mais estável, unificado e próspero".

"O secretário Tillerson e o primeiro-ministro Sarraj conversaram sobre a necessidade que todas as partes líbias e internacionais respaldarem o plano do enviado especial da ONU para Líbia, Ghassan Salamé", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, em comunicado.

Segundo ela, esse plano pretende impulsionar o processo nacional de reconciliação nacional e ajudar nas condições para que Líbia convoque eleições nacionais bem-sucedidas.

"Os Estados Unidos continuam pedindo para que todas as partes líbias se relacionem de forma construtiva com a mediação do enviado especial Salamé, incluído na negociação de emendas ao acordo político líbio, que é a única solução política viável à crise no país. As tentativas de se esquivar o processo político facilitado pela ONU ou impor uma solução militar ao conflito só desestabilizarão a Líbia e criarão oportunidades para o Estado Islâmico e outros grupos terroristas ameacem os Estados Unidos e nossos aliados", afirmou.

Segundo ela, Tillerson também agradeceu à Sarraj a "firme aliança" com os Estados Unidos na luta contra o terrorismo e "a derrota do Estado Islâmico".

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos