Após críticas, Mnangagwa promove mudanças em recém-empossado ministério

Harare, 2 dez (EFE).- O presidente provisório do Zimbábue, Emmerson Mnangagwa, fez neste sábado mudanças em seu recém-empossado ministério, composto até então por aliados e militares que tiveram um papel decisivo para forçar a renúncia de Robert Mugabe.

Depois de uma série de críticas em relação à composição do primeiro ministério, o secretário-chefe da Presidência e do Gabinente, J.M. Sibanda, anunciou mudanças na composição do gabinete. Petronella Kagonye assume o Ministério de Trabalho e Bem-Estar Social. Na Educação, Paul Mavima é o novo ministro.

Deixaram as duas pastas Clever Nyathi, que será conselheiro presidencial para a Paz e Reconciliação Nacional, e Lazarus Dokora, ministro da Educação por algumas horas, que deixa o governo.

Além disso, Christopher Mutsvangwa, ex-militar e líder da Associação Nacional de Veteranos da Guerra de Libertação do Zimbábue (ZNLWA) deixa o Ministério de Informação para ser conselheiro especial do presidente. Por fim, Joshua Teke Malinga ocupa agora a Secretaria Presidencial para a Incapacidade.

Segundo uma circular do governo, essas mudanças foram feitas para "garantir o cumprimento da Constituição, atender considerações de gênero, demografia e necessidades especiais".

As trocas ocorrem pouco depois das críticas recebidas por Mnangagwa após anunciar seu ministério, que não incluía membros da oposição ou tecnocratas sem ligações partidárias.

Civis e membros da oposição criticaram o fato de o novo governo ser composto apenas por membros da União Nacional Africana do Zimbábue - Frente Patriótica (ZANU-PF) e das Forças Armadas.

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