Chefe de cibersegurança britânico aconselha governo a evitar antivírus russo

Londres, 2 dez (EFE).- O diretor do Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC), Ciaran Martin, aconselhou neste sábado que o governo britânico evite o uso de antivírus criados por empresas que tenham vínculos com a Rússia.

Na carta, enviada a todos os ministérios e aprovada pelo MI5, o serviço secreto do Reino Unido, Martin alerta que a Rússia é um "agente de ameaça cibernética muito capacitado" e que utiliza esse tipo de recurso como uma "ferramenta estatal".

"Isso inclui operações de espionagem, intromissão e influência. (...) A Rússia tem como alvo o governo do Reino Unido, assim como infraestruturas críticas do país", afirmou o chefe do NCSC.

Para Martin, no entanto, a grande maioria de pessoas e organizações do Reino Unido não são alvos do governo russo, mas podem ser vítimas de "organizações criminosas".

O diretor do NCSC afirmou que o "guia" enviado aos ministérios pretende oferecer sugestões para que eles avaliem os riscos antes de contratar um fornecedor de antivírus.

Como norma geral, Martin aconselha que, quando seja considerada que o acesso a informação interna pode representar risco à segurança nacional do Reino Unido, os ministérios não escolham companhias que fazem programas de antivírus e tenham sede na Rússia.

Martin explicou que o NCSC está conversando com a Kaspersky Lab, empresa russa com grande presença no Reino Unido, para "estabelecer controles que impeçam a transferências de dados ao governo russo".

Em entrevista à emissora "BBC", o fundador da empresa, Eugene Kaspersky, negou que a Rússia tenha acesso aos dados.

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