Ex-presidente iemenita oferece caminho para diálogo com a coalizão árabe

Sana, 2 dez (EFE).- O ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh pediu neste sábado que a coalizão árabe liderada pela a Arábia Saudita interrompa os ataques contra o país, um passo prévio para o início de um diálogo que possa levar ao fim do conflito.

Mais cedo, tropas leais a Saleh, que governou o Iêmen entre 1970 e 2012, entraram em confronto com os rebeldes houthis, grupo até então aliado do ex-presidente, e os expulsaram de uma província próxima a Sana, a capital do país.

"Faço um chamado aos irmãos em países vizinhos e aliados para que detenham as agressões, abram os aeroportos e permitam a entrada de alimentos (...). Abriremos uma nova página para lidar com eles e os trataremos positivamente. Já é o suficiente o que ocorreu no Iêmen", afirmou Saleh durante um discurso transmitido pela televisão.

Além disso, o ex-presidente pediu aos iemenitas que vivem nos territórios controlados pelos houthis que se "rebelem em defesa da pátria contra a agressão das milícias". Ele também solicitou que soldados vinculados ao grupo não aceitem ordens dos rebeldes, que contam com o apoio do Irã.

O líder do movimento dos houthis, Abdelmalek al Houthi, pediu em discurso que os líderes do Partido do Congresso Popular, o mesmo de Saleh, que deixem essa "imprudência irresponsável" de lado e foquem em enfrentar a "agressão" da coalizão comandada pela Arábia Saudita.

"Os sábios do Iêmen que assumam um papel importante e responsável, e que cooperem com a segurança para acabar com o conflito", afirmou o líder houthi.

Durante a madrugada deste sábado, os houthis e as tropas de Saleh entraram em confronto em Sana, quando os rebeldes tentaram invadir imóveis de vários comandantes da Guarda Republicana, órgão leal ao ex-presidente, e de dirigentes de seu partido.

Os enfrentamentos deixaram pelo menos 40 mortos e dezenas de feridos, sendo o mais sangrento entre os dois grupos, até então aliados, apesar de várias trocas de acusações nos últimos meses.

Os houthis, de orientação xiita e apoiados pelo Irã, são aliados das forças de Saleh na guerra contra o presidente do Iêmen reconhecido pela comunidade internacional, Abdo Rabbo Mansour Hadi, que conta com o apoio da coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita desde março de 2015.

Os rebeldes controlam Sana e amplas partes do norte e do noroeste do país desde o início do conflito, obrigando o governo de Hadi a se mudar para a cidade de Áden, no sul do Iêmen. EFE

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