Extrema direita alemã abre congresso entre protestos e forte segurança

Hannover (Alemanha), 2 dez (EFE).- A Alternativa para a Alemanha (AfD), principal partido da extrema direita no país, abriu neste sábado seu congresso nacional na cidade de Hannover, um evento marcado por um forte esquema de segurança policial por causa dos protestos de manifestantes da esquerda contra a legenda.

Os protestos começaram por volta das 6h locais, três horas antes do início da convenção, que reunirá 600 delegados da AfD no país.

Os acessos ao local do evento estavam bloqueados pelas forças de segurança, que tiveram dificuldades para desmontar vários bloqueios montados por centenas de jovens. Pelo Twitter, a polícia de Hannover pediu que a população se distancie de qualquer ato violento.

O objetivo principal do congresso da AfD, que terminará amanhã, é definir os integrantes da cúpula do partido e, a partir dela, uma linha a seguir. A legenda está dividida entre uma corrente mais moderada e outra claramente radical.

Esse é o primeiro encontro dos delegados da AfD desde as eleições gerais de 24 de setembro, quando o partido obteve 12,6% e chegou pela primeira vez ao Bundestag, o parlamento do país. Foi a primeira vez em 50 anos que um grupo de extrema direita chegou ao poder.

No dia seguinte ao pleito, a AfD foi abalada pela decisão de sua copresidente e nome mais midiático, Frauke Petry, de deixar o partido por discordar da linha radical adotada pela legenda.

Seu companheiro na presidência da AfD, Jörg Meuthen, concorrerá à reeleição no congresso de hoje. A única candidatura anunciada até o momento para a vaga de Petry é a do ex-oficial do Exército e líder do partido em Berlim, Georg Pazderski.

A possibilidade de uma candidatura de última hora de Alexander Gauland, membro da União Democrata-Cristã (CDU) até 2013, quando deixou o partido da chanceler Angela Merkel para se unir à AfD, na época apenas um partido essencialmente contrário à União Europeia.

Gauland liderou a lista parlamentar nas eleições gerais junto com Alice Weidel, representante da ala neoliberal da AfD, e os dois compartilham o dividido comando do grupo parlamentar no Bundestag.

Além da queda de braço entre as diferentes correntes do partido, espera-se que o congresso aborde o processo de expulsão contra o líder da AfD no "land" de Turíngia, Björn Höcke, ligado a neonazistas e considerado pelos moderados como um risco.

A AfD, fundada em 2013 para reunir pessoas que se opunham à União Europeia, adotou um discurso abertamente xenófobo durante a crise migratória de 2015, quando o país recebeu 1,3 milhões de refugiados.

Dessa forma, o partido começou a ganhar eleitorado e chegou ao Bundestag.

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