Governo e oposição da Venezuela retomam diálogo na República Dominicana

Santo Domingo, 2 dez (EFE).- O governo e a oposição da Venezuela retomaram neste sábado a reunião que iniciaram ontem na capital da República Dominicana de uma nova tentativa de diálogo, que conta com a observação de vários chanceleres do continente americano.

As conversas acontecem a portas fechadas na sede do Ministério das Relações Exteriores, sob a mediação do presidente dominicano Danilo Medina e do ex-presidente do governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero.

Ao término da primeira rodada ontem, que durou mais de oito horas, Medina disse que as negociações transcorrem em um clima "positivo" e "estão indo bem".

Medina explicou que as partes avançaram nas conversas em quatro dos seis pontos da agenda e que hoje esperam oferecer alguns resultados.

Antes do início da segunda rodada do diálogo, o ministro de Comunicação e Cultura venezuelano, Jorge Rodríguez, disse que houve avanços "determinantes em alguns pontos que já estavam previamente estabelecidos na agenda".

"Esperamos que a sessão de hoje transcorra nas mesmas condições de discussão franca, de discussão forte, mas cordial entre os atores", ressaltou Rodríguez, que integra a delegação do governo venezuelano junto com a presidente da Assembleia Nacional Constituinte (ANC), Delcy Rodríguez; o ministro de Educação, Elías Jaua; e o diplomata Roy Chaderton.

A oposição disse que suas principais reivindicações no diálogo são a abertura de um canal humanitário que permita o envio de remédios e alimentos, uma mudança na composição do Conselho Eleitoral, a libertação dos detidos que consideram "presos políticos" e a restituição dos poderes constitucionais do parlamento de maioria opositora.

O governo venezuelano, por sua vez, exige "a interrupção imediata das agressões econômicas contra a Venezuela", conforme disse Rodríguez à imprensa.

O diálogo - ao qual se opõem líderes antichavistas como María Corina Machado e Antonio Ledezma, que o consideram uma estratégia do governo - conta com a participação dos partidos com mais deputados da oposição venezuelana, com a esperança de conseguir garantias eleitorais em relação ao pleito presidencial previsto para 2018.

A delegação da oposição é liderada pelo chefe do parlamento, Julio Borges, e também estão representados setores econômicos e da sociedade civil.

Chile, México e Paraguai são os países observadores do diálogo por parte da oposição, enquanto Bolívia, Nicarágua e São Vicente e Granadinas são os convidados pelo governo de Nicolás Maduro.

Não obstante, o Paraguai não participa das reuniões devido aos processos internos no país por causa das eleições de 17 de dezembro.

Segundo fontes da Chancelaria dominicana, estão participando do encontro os chanceleres do Chile, Heraldo Muñoz; da Nicarágua, Denis Moncada; do México, Luis Videgaray; o ministro de Governo da Bolívia, Carlos Romero; e o ministro de Finanças de São Vicente e Granadinas, Camillo Gonçalves.

As negociações para um novo diálogo começaram em 13 de setembro em Santo Domingo e, depois de terem ficado no ar durante várias semanas, ambas as partes voltaram a se reunir no dia 16 de novembro, quando marcaram este novo encontro e estabeleceram os pontos da agenda.

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