Houthis ameaçam ex-presidente do Iêmen após aproximação com a coalizão árabe

Sana, 2 dez (EFE).- Os rebeldes houthis do Iêmen afirmaram neste sábado que a tentativa de aproximação do ex-presidente do país Ali Abdullah Saleh com a coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita, considerada por eles como um "golpe", terá "consequências".

Em comunicado, os houthis, antes aliados de Saleh, afirmaram que não consideram como "estranho ou surpreendente" que o ex-presidente tenha mudado de lado e destacaram que nunca acreditaram nele.

Segundo os rebeldes, desde que eles assinaram um acordo com Saleh para comandar o país, o ex-presidente atrapalhou o trabalho do governo e incitou o conflito.

Em tom irônico, a milícia xiita parabenizou Saleh e seus seguidores por estarem "ao lado dos invasores e ocupantes". Os houthis também acusaram o ex-presidente de receber o apoio da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos.

Saleh rompeu relações com os rebeldes houthis hoje, pediu à população que promova um levante contra a milícia e fez uma oferta de negociação à coalizão árabe, que apoia militarmente o presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi, deposto do cargo, mas reconhecido pela comunidade internacional.

O pronunciamento de Saleh ocorreu depois de tropas leais a ele e os rebeldes houthis terem entrado em confronto na capital do país, Sana, deixando pelo menos 40 mortos.

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