Marinha descarta que sinal a 477 metros de profundidade seja de submarino

  • Foto: HANDOUT / ARGENTINE NAVY / AFP

    Fabricado na Alemanha em 1983, o submarino de 65 metros foi incorporado à frota argentina em 1985

    Fabricado na Alemanha em 1983, o submarino de 65 metros foi incorporado à frota argentina em 1985

A Marinha da Argentina anunciou que o sinal que foi detectado por sonares a 477 metros de profundidade no Oceano Atlântico não corresponde ao submarino San Juan, que está desaparecido há 17 dias com 44 tripulantes a bordo, após uma inspeção realizada neste sábado por um robô russo.

"Confirmou-se que (o sinal) não corresponde ao casco do submarino", disse à imprensa o capitão Enrique Balbi, chefe do Departamento de Comunicação Institucional da Marinha, que já havia antecipado esta manhã que um robô de origem russa controlado remotamente iria submergir até um ponto, a 477 metros de profundidade, onde um sensor havia detectado um sinal que era "como uma deformação no perfil do fundo" de 62 metros de comprimento.

Balbi afirmou que desde um início este dado não parecia para a Marinha "coerente com a cinemática do submarino", já que esse volume está a 27 quilômetros a sudoeste da última posição informada pela embarcação, que viajava do porto de Ushuaia para a Base Naval da cidade de Mar del Plata, no centro-leste do país.

Na região onde o submergível é procurado, que no dia 15 comunicou pela última vez sua localização a cerca de 430 quilômetros do litoral argentino, foram detectados nos últimos dias seis "contatos", dos quais dois já foram descartados.

Após descartar outro neste sábado, que se acredita que eram os destroços de um velho navio, restam três que também vão ser supervisionados pelo robô russo e serão analisados para corroborar se correspondem ou não com a ARA San Juan.

Esses supostos objetos já estão "devidamente posicionados" a 700, 800 e 900 metros de profundidade cada um, e neste domingo vão continuar as operações para avaliar qual deles se começa a rastrear, algo que dependerá principalmente da meteorologia.

O porta-voz da Marinha especificou que neste sábado foi o primeiro dia em que se contou com um robô, o russo Panther Plus, que pode inspecionar visualmente profundezas que chegam a 1.000 metros, já que, há poucos dias havia um robô dos Estados Unidos que estava limitado somente até 300 metros.
 

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