Após 10 horas de debate, Senado dos EUA aprova reforma tributária de Trump

Em Washington

  • Drew Angerer/Getty Images/AFP

    Trump e o líder republicano no Senado Mitch McConnell, que defendeu o projeto do presidente

    Trump e o líder republicano no Senado Mitch McConnell, que defendeu o projeto do presidente

O Senado dos Estados Unidos aprovou na madrugada deste sábado a reforma tributária defendida pelo presidente do país, Donald Trump, e que representa o maior corte de impostos dos últimos 30 anos, mas também um aumento importante do déficit fiscal americano.

O projeto foi aprovado com 51 votos a favor, todos de senadores republicanos, e 49 contrários, quase todos eles democratas. O senador Bob Corker foi o único republicano que se opôs à proposta.

A votação começou às 1h36 locais (4h36 em Brasília) após quase dez horas de debate e a votação de quatro emendas.
 

"Estamos um degrau mais perto de entregar um corte massivo de impostos para famílias trabalhadoras em toda a América. Um obrigado especial aos senadores Mitch McConnel e Orrin Hatch por guiarem o projeto pelo Senado. Ansioso para assinar a lei definitiva antes do Natal", publicou Trump no Twitter após a aprovação.

A aprovação da reforma representa a primeira grande vitória legislativa de Trump depois do fiasco em modificar a lei de saúde conhecida como "Obamacare".

Os líderes republicanos do Senado deverão agora conciliar o texto aprovado hoje com seus colegas da Câmara dos Representantes, que aprovaram uma versão própria do projeto com algumas diferenças, antes que Trump possa sancionar a reforma.

A lei que sair dessa negociação entre as duas casas do legislativo americano deverá passar por nova votação.

A ambiciosa reforma tributária de Trump pode gerar um aumento de US$ 1,5 trilhão no déficit fiscal em uma década, o que ele considera como fundamental para revitalizar a atividade econômica e colocar o crescimento anual do país em um ritmo superior a 3%.

O eixo central da proposta do presidente é uma redução dos impostos cobrados das empresas de 35% para 20%. O Senado quer que a medida passe a valer em 2019, mas no texto aprovado na Câmara dos Representantes a aplicação dos cortes seria imediata.

Além disso, a reforma quer simplificar o pagamento de impostos de pessoas fiscais, reduzindo as faixas de cobrança de sete para apenas quatro: 12%, 25%, 35% e 39,6%.

Apesar de o projeto prever cortes para as famílias americanas, o Comitê Conjunto de Impostos do Congresso afirmou que apenas 44% das pessoas terão uma redução anual de mais de US$ 500.

O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Paul Ryan, garante que a reforma fará as famílias economizarem em média US$ 1.182 por ano.

Os republicanos aprovaram junto com a reforma tributária uma emenda que elimina a obrigatoriedade de adquirir planos de saúde, uma tentativa de começar a reverter o "Obamacare".

Os cortes de impostos promovidos por Trump são os maiores desde 1986, quando Ronald Reagan era o presidente dos EUA. Na época, a reforma foi aprovada na Câmara dos Representantes por unanimidade. No Senado, apenas três dos 100 senadores foram contrários.

Com a reforma tributária aprovada, os republicanos devem entrar mais confiantes nas eleições legislativas de 2018, que serão quase um plebiscito sobre o governo de Trump.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos