Trump diz que atuação de Flynn foi "legal" e não havia "nada a esconder"

Nova York, 2 dez (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou nesta sábado o fato de seu ex-assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, ter se declarado culpado de mentir ao FBI, a polícia federal investigativa do país, porque sua atuação foi "legal" e "não havia nada a esconder".

"Tive que demitir o general Flynn porque ele mentiu para o vice-presidente e o FBI. Ele se declarou culpado por essas mentiras. É uma vergonha, pois suas ações durante a transição foram legais. Não havia nada a esconder!", escreveu Trump em sua conta pessoal no Twitter.

Flynn admitiu ontem, em uma audiência na Corte do Distrito de Columbia em Washington, ao procurador especial que investiga a interferência do Kremlin nas últimas eleições presidenciais que mentiu ao FBI sobre suas conversas com o embaixador russo nos Estados Unidos, Sergei Kislyak.

Antes de seguir para Nova York, onde está passando o sábado, Trump declarou para um grupo de jornalistas, que o questionaram sobre essa última notícia, que não aconteceu "qualquer tipo de conluio" entre sua equipe de campanha e o Kremlin.

O tweet escrito por Trump algumas horas depois fazendo referência direta a Flynn chamou a atenção de meios de comunicação americanos como a "CNN", que assinalou que o presidente parece indicar que sabia que o ex-assessor tinha mentido ao FBI quando deixou o cargo.

As conversas de Flynn com Kislyak ocorreram em dezembro de 2016 e giraram em torno das sanções que o ex-presidente Barack Obama tinha imposto à Rússia, e sobre uma resolução relativa aos assentamentos israelenses que o Conselho de Segurança das Nações Unidas estava se preparando para votar.

Flynn, um militar de carreira que dirigiu a Agência de Inteligência de Defesa (DIA, na sigla em inglês) dos EUA entre 2012 e 2014, foi assessor nacional na Casa Branca durante 25 dias, pois teve que renunciar por ter mentido ao vice-presidente, Mike Pence, e a outros integrantes do alto escalão do governo sobre o conteúdo desse contato com o embaixador russo.

As conversas geraram um escândalo, pois Obama ainda era presidente e a equipe de Trump não estava autorizada a tomar decisões com governos estrangeiros.

Durante a audiência de sexta-feira, o escritório do procurador especial garantiu que "membros importantes" da equipe de Trump sabiam desses contatos entre Flynn e Kislyak, o que poderia desembocar em mais acusações.

O FBI interrogou Flynn sobre os seus contatos com o embaixador russo em 24 de janeiro, quatro dias depois de Trump tomar posse como presidente.

Flynn mentiu e, como consequência, o procurador especial Robert Mueller apresentou acusações contra ele, das quais Flynn se declarou culpado e pelas quais poderia passar até cinco anos na prisão.

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