EUA deixam acordo da ONU sobre proteção de migrantes e refugiados

Washington, 3 dez (EFE).- A representante dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, anunciou que seu país decidiu se retirar do Pacto Mundial da ONU sobre a proteção de migrantes e refugiados por considerar que as decisões sobre política migratória no país devem estar "somente" nas mãos dos americanos.

"Os Estados Unidos estão orgulhosos de sua herança migratória e de nossa liderança moral consistente ao oferecer apoio aos migrantes e aos refugiados no mundo todo (...). No entanto, as nossas decisões em política migratória devem ser tomadas sempre por americanos, e somente pelos americanos", afirmou Haley no Twitter.

Os Estados Unidos aderiram ao pacto em 2016, sob o mandato de Barack Obama, que assinou a Declaração de Nova York sobre migração.

No entanto, o atual presidente Donald Trump considera que "vários pontos" deste documento "são contrários" às políticas sobre migração e refugiados, afirmou a missão americana na ONU em comunicado.

Por este motivo, o presidente Trump "decidiu" retirar o país de um acordo com o qual se pretendia alcançar um consenso unânime na organização internacional no próximo ano.

O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, apoiou hoje a medida anunciada pela delegação americana na ONU ao assinalar que a primeira obrigação de um Estado soberano é "garantir uma migração segura, ordenada e legal".

"Simplesmente não podemos apoiar de boa fé um processo que solapa o direito de soberania dos Estados Unidos para reforçarmos nossas leis migratórias e garantirmos a segurança de nossas fronteiras", explicou Tillerson através de um comunicado oficial.

O controle fronteiriço é um dos pontos principais na agenda do atual presidente desde a campanha eleitoral. Um exemplo disto é que, desde que assumiu o cargo, Trump já tentou implementar um veto migratório em três ocasiões, a primeira em 27 de janeiro.

Depois de um grande caos nos aeroportos e várias derrotas nos tribunais, Trump proclamou em março sua segunda iniciativa contra refugiados e países de maioria muçulmana, que entrou em vigor em março e que foi substituída por um terceiro veto, proclamado em setembro, que restringe a entrada de cidadãos da Coreia do Norte e de funcionários da Venezuela.

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