Partido liderado por Saleh nega união com a coalizão árabe no Iêmen

Sana, 3 dez (EFE).- O Partido Congresso Popular, liderado pelo ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh, negou neste domingo ter se aliado à coalizão liderada pela Arábia Saudita, que luta contra os rebeldes houthis do Iêmen desde março de 2015.

O partido afirmou em comunicado que mantém uma postura "firme" contra a "agressão" saudita e ressaltou que os houthis fizeram uma "interpretação equivocada" do discurso feito por Saleh ontem para "justificar sua atitude hostil".

Na nota, o partido do ex-presidente "dá boas-vindas a qualquer esforço que unifique e elimine os motivos da tensão existente".

Saleh rompeu ontem suas relações com os houthis, aliados desde a tomada de Sana no final de 2014, e se ofereceu a negociar com a coalizão árabe, que apoia o presidente deposto do Iêmen, Abdo Rabbo Mansour Hadi, o único reconhecido pela comunidade internacional.

"A postura geral do Congresso Popular é firme diante da agressão (da coalizão árabe), seja em associação (com os houthis) ou à revelia", indicou a legenda de Saleh no comunicado.

Por outro lado, testemunhas relataram que os houthis invadiram a casa do ministro do Interior do governo rebelde, Fadl al Qusi, aliado de Saleh, no sul da capital do país. No ataque, três guardas foram mortos pelos milicianos.

Além disso, outro grupo de houthis atacou uma casa de Saleh no bairro de Al Hasba, no centro da cidade, assim como a residência de um sobrinho do ex-presidente, Taufiq Mohammed Abdullah Saleh.

Os rebeldes também enviaram tanques para as ruas nas áreas onde houve confronto com as tropas leais a Saleh.

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