Trump põe em dúvida atuação do FBI em investigação contra Hillary Clinton

Washington, 3 dez (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou neste domingo a utilizar seu perfil pessoal no Twitter para atacar dois dos principais fantasmas de seu passado, Hillary Clinton e James Comey, por causa da investigação do FBI sobre os e-mails da ex-secretária de Estado.

"Depois de anos de Comey no comando do FBI, com a investigação sobre a falsa e desonesta (Hillary) Clinton (e mais), sua reputação está em pedaços. O pior da história!", tuitou Trump hoje no começo da manhã.

Esta e outras mensagens foram escritas pelo presidente por causa da revelação nos últimos dias de que um dos investigadores do FBI, a polícia federal investigativa dos EUA, que participou da investigação contra Hillary Clinton, tinha escrito uma série de mensagens contrárias ao atual presidente.

"Um agente do FBI anti-Trump dirigiu a investigação dos e-mails de (Hillary) Clinton. Agora tudo começa a fazer sentido!", denunciou Trump esta manhã.

De acordo com notícias veiculadas na imprensa local, o procurador especial que investiga a suposta ingerência russa nas eleições americanas, Robert Mueller, decidiu afastar da investigação o agente Peter Strzok ao descobrir que ele tinha escrito uma série de mensagens de texto nas quais se mostrava contrário à política do atual presidente.

Strzok, que foi realocado ao departamento de recursos humanos do FBI, fez parte da equipe dirigida por Comey, que investigou em 2016 o uso que Hillary fez de servidores de e-mail privados para tratar de assuntos oficiais quando era secretária de Estado entre 2009 e 2013.

Muitos americanos consideram que Comey deu a presidência de bandeja para Trump ao anunciar em novembro de 2016, poucos dias antes das eleições, a reabertura de uma investigação que tinha sido encerrada três meses antes.

No entanto, o atual presidente manteve uma relação tensa com Comey desde que este decidiu investigar a suposta relação entre a campanha do magnata e a Rússia, que acabou levando o presidente a demitir o então diretor do FBI em maio deste ano.

Desde então, Trump não deixou passar nenhuma chance de atacar Comey com o objetivo de desprestigiá-lo e, assim, diminuir a credibilidade da investigação liderada por Mueller.

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