Chavismo condiciona acordo com oposição a fim de sanções internacionais

Caracas, 4 dez (EFE).- O ministro de Informação da Venezuela, Jorge Rodríguez, afirmou nesta segunda-feira que o governo de Nicolás Maduro não chegará a nenhum acordo com a oposição, nem convocará eleições, se as sanções internacionais contra o país não sejam retiradas.

"A Venezuela não vai para um evento eleitoral nem assinará nenhum acordo com a oposição venezuelana até que se suspendam as sanções grosseiras que a direção da direita venezuelana solicitou ao Departamento do Tesouro de Donald Trump e às autoridades espanholas, canadenses ou de outra índole", afirmou o ministro.

Rodríguez fez as declarações depois da primeira rodada de negociações entre o governo e a oposição no fim de semana, na República Dominicana, quando não houve acordo. Os dois grupos voltarão a se reunir no próximo dia 15 de dezembro. O objetivo será discutir as condições das eleições presidenciais de 2018.

O ministro, que é um dos representantes do governo nas negociações de Santo Domingo, citou, além disso, o reconhecimento por parte da oposição da Assembleia Nacional Constituinte como uma das exigências governistas no diálogo.

A Constituinte é um órgão instaurado pelo governo em agosto deste ano, sem um referendo prévio de aprovação. Sua legitimidade não é reconhecida por boa parte da comunidade internacional nem pela oposição, que defende a revogação da Constituinte para dialogar.

Rodríguez também citou entre os pedidos do governo no diálogo a criação de uma "comissão da verdade", que julgaria a responsabilidade de líderes opositores nos protestos.

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