China e Mongólia normalizam relações após polêmica visita do dalai lama

Pequim, 4 dez (EFE).- China e Mongólia normalizaram nesta segunda-feira suas relações diplomáticas com a visita a Pequim do ministro de Relações Exteriores mongol, Damdin Tsogtbaatar, que reiterou o reconhecimento da política de "uma só China" por parte de Ulaanbaatar após a polêmica visita do dalai lama há um ano.

O ministro de Relações Exteriores da China, Wang Yi, se mostrou satisfeito pelo fato de a Mongólia aderir "firmemente à política de uma só China e respeitar seus principais interesses e preocupações em temas relacionados com Tibete, Xinjiang e Taiwan", segundo declarações recolhidas pela agência oficial "Xinhua".

As relações diplomáticas entre ambos países se estremeceram em novembro de 2016 quando o dalai lama visitou a Mongólia, onde o budismo tibetano é a religião dominante, o que originou protestos e pressões de Pequim que foram atenuadas com a promessa da Mongólia de não voltar a permitir visitas do líder religioso.

Wang, que afirmou hoje que Mongólia e China são "vizinhos amigos", destacou que o novo governo mongol enviou uma mensagem à China na qual pede que ambos países mantenham a confiança mútua, tratem de maneira adequada os temas sensíveis e expressa seu "forte desejo de estreitar a cooperação".

O ministro de Relações Exteriores chinês comentou que seu país dá as boas-vindas a esta atitude da Mongólia e acredita que os laços bilaterais continuarão na direção adequada para o benefício dos dois países.

Além disso, afirmou que "a China, como sempre, respeitará a independência, soberania e integridade territorial da Mongólia e respeitará a decisão do seu povo a respeito de seu via de desenvolvimento".

Tsogtbaatar reforçou que a Mongólia se compromete a considerar "Tibete e Taiwan como partes inalienáveis do território chinês (...) e deseja alçar até um novo ponto máximo os acordos estratégicos entre os dois países".

Ambos países decidiram fomentar os intercâmbios comerciais, coordenar a participação da Mongólia na iniciativa "One Belt, One Road", construir uma área de cooperação econômica na fronteira e começar a estudar a viabilidade de um acordo de livre-comércio.

Além disso, concordaram em promover conjuntamente a construção de um corredor econômico entre China, Mongólia e Rússia.

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