China lamenta que EUA e Coreia do Norte ignorem seus pedidos de diálogo

Pequim, 4 dez (EFE).- O ministro de Relações Exteriores da China, Wang Yi, lamentou que os envolvidos no conflito norte-coreano, entre eles os Estados Unidos, insistam em impor novas sanções ao regime de Kim Jong-un, ao invés de atender aos apelos de entendimento feitos por Pequim.

"É lamentável que as partes envolvidas (na crise norte-coreana) não tenham aproveitado os chamados (ao diálogo) da China", afirmou Wang nesta segunda-feira, após um encontro em Pequim com seu homólogo da Mongólia, Damdin Tsogtbaatar.

Às perguntas da imprensa sobre sua opinião em relação à proposta de Washington de impor novas sanções à Coreia do Norte, após o lançamento do seu último míssil, Wang declarou que "a China se opõe firmemente às ações para aumentar a tensão na península coreana".

"As medidas que são contrárias ou não estão incluídas nas resoluções (da ONU) carecem de apoio legal internacional e porão em perigo a execução das mesmas", acrescentou.

O chanceler chinês reiterou sua oposição ao programa nuclear de Pyongyang e ressaltou que, embora seu país "sempre tenha mantido a mente aberta a novas propostas" para resolver o problema, as resoluções do Conselho de Segurança "deveriam ser um princípio comum a ser seguido por todos".

Por sua parte, o porta-voz de Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, reiterou nesta segunda-feira em entrevista coletiva que a situação da península coreana é "altamente delicada" e disse esperar que as partes implicadas "evitem maiores provocações".

Por sua parte, Seul e Washington iniciaram hoje manobras aéreas de grande escala que representam uma nova exibição de força perante Pyongyan depois que o regime de Kim Jong-un lançou na terça-feira passada seu novo míssil intercontinental.

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